Não é só a Tuberculose que mata. O preconceito também. De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose de Minas Gerais, Maíra Veloso, o preconceito com a enfermidade é uma realidade presente na vida das pessoas que estão doentes. Maíra garante que a informação é essencial para deixar o preconceito de lado e conscientizar a população do estado.
“A única forma de conseguir acabar com o preconceito é a informação. A comunidade bem informada a respeito da doença, dos sintomas, da forma de tratamento, a gente vai conseguir reduzir o preconceito que envolve a doença.”
O Estado de Minas Gerais vem, nos últimos cinco anos, reduzindo gradativamente o número de pessoas com Tuberculose. Segundo informações do Ministério da Saúde, houve uma diminuição de 240 casos de mineiros com a enfermidade. A coordenadora do Programa Nacional de Tuberculose, Denise Arakaki, recomenda que as pessoas busquem o tratamento o mais rápido possível quando diagnosticadas com a doença.
“Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento tem que ser instituído o mais precocemente possível. Porque, quando a gente trata, aquele indivíduo deixa de contaminar outras pessoas nas primeiras duas semanas. Além disso, o tratamento faz com que as condições clínicas do indivíduo se revertam rapidamente.”
O país avançou com o decorrer dos anos no combate à Tuberculose. Se lembrarmos de 1990, mais da metade da população registrava incidência da doença, segundo dados do Ministério da Saúde. Em comparação com 2017, esse número caiu em mais de 18%. Mas você, cidadão mineiro, também pode se orgulhar. Minas Gerais reduziu a incidência da doença em 28,2% de 1990 até o ano passado. Então, pessoal, vá até a unidade de saúde mais próxima da sua região, caso sinta sintomas como tosse por mais de três semanas, sudorese noturna, febre vespertina ou emagrecimento. Não deixe para depois, o tratamento é eficaz e de graça. Ajude a deixar essa história no passado. Para mais informações, acesse saude.gov.br.
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