Política - CPI da Covid·19 de junho de 2021

Médicos defendem “tratamento precoce” e cloroquina na CPI da Pandemia

A reunião da CPI da Pandemia desta sexta-feira (18) contou com a presença dos médicos Francisco Cardoso e Ricardo Zimerman

Por Rafaela GonçalvesJornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência em política e economia. Recentemente trabalhou no Correio Braziliense e fez cobertura política dos poderes Executivo e Legislativo nacionais.
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A reunião da CPI da Pandemia desta sexta-feira (18) contou com a presença dos médicos Francisco Cardoso e Ricardo Zimerman, que defendem o "tratamento precoce" para Covid-19 com o uso de cloroquina e outros medicamentos. Marcada pela participação principalmente de senadores governistas, o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), optou por não fazer perguntas e deixou a sala após as explanações iniciais dos depoentes.

Questionado pelos senadores, Francisco Cardoso disse que sua posição favorável ao tratamento baseia-se em pesquisas, assim como em sua experiência pessoal. Para o médico, a cloroquina foi demonizada após estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ainda nos primeiros meses da pandemia, quando 22 pacientes morreram. Cardoso disse considerar que esse estudo é "a maior vergonha científica dos últimos anos" e também garantiu que a cloroquina tem base científica.

Analisando a comunicação na CPI da pandemia

CPI da Covid: Renan, Randolfe, Humberto Costa e os médicos a favor do tratamento precoce

Já Ricardo Zimerman destacou que o "tratamento precoce" não se resume à cloroquina, e que ele apresentaria bons resultados na prática. O médico acrescentou que Arábia Saudita e Irã incorporaram a hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19, devido aos bons resultados que alcançaram nesses países. 

Em protesto contra a fala do presidente Jair Bolsonaro em live na quinta-feira (17), a favor da "imunização de rebanho", o relator da CPI, Renan Calheiros, comunicou que preferia não fazer perguntas aos médicos. No entender do senador, o Brasil tem falhado ao não se pautar exclusivamente na ciência no combate à Covid-19. Após a fala ele se retirou, o que causou revolta nos senadores governistas.

 A reunião da CPI da Pandemia desta sexta-feira (18) contou com a presença dos médicos Francisco Cardoso e Ricardo Zimerman, que defendem o "tratamento precoce" para Covid-19 com o uso de cloroquina e outros medicamentos. Marcada pela participação principalmente de senadores governistas, o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), optou por não fazer perguntas e deixou a sala após as explanações iniciais dos depoentes.

Questionado pelos senadores, Francisco Cardoso disse que sua posição favorável ao tratamento baseia-se em pesquisas, assim como em sua experiência pessoal. Para o médico, a cloroquina foi demonizada após estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ainda nos primeiros meses da pandemia, quando 22 pacientes morreram. Cardoso disse considerar que esse estudo é "a maior vergonha científica dos últimos anos" e também garantiu que a cloroquina tem base científica.

Já Ricardo Zimerman destacou que o "tratamento precoce" não se resume à cloroquina, e que ele apresentaria bons resultados na prática. O médico acrescentou que Arábia Saudita e Irã incorporaram a hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19, devido aos bons resultados que alcançaram nesses países. 

Em protesto contra a fala do presidente Jair Bolsonaro em live na quinta-feira (17), a favor da "imunização de rebanho", o relator da CPI, Renan Calheiros, comunicou que preferia não fazer perguntas aos médicos. No entender do senador, o Brasil tem falhado ao não se pautar exclusivamente na ciência no combate à Covid-19. Após a fala ele se retirou, o que causou revolta nos senadores governistas.

Reportagem, Rafaela Gonçalves

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Sobre a repórter

Rafaela Gonçalves

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência em política e economia. Recentemente trabalhou no Correio Braziliense e fez cobertura política dos poderes Executivo e Legislativo nacionais.