Saúde - Covid-19·22 de junho de 2020

Medicamento para tratar câncer acelera recuperação de pacientes com Covid-19

Descoberta feita por pesquisadores da Unicamp revela que o fármaco diminuiu a inflamação no pulmão e encurtou o tempo de internação

Por Felipe MouraFormado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.
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Um medicamento desenvolvido por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para tratar o câncer acelerou a recuperação de pacientes internados com a Covid-19. 

Criado para estimular o sistema imune a combater o câncer, o fármaco foi testado em pessoas com casos graves do novo coronavírus. Os testes foram feitos com cinco pacientes. O resultado do estudo mostrou que a associação do imunoterápico com antibióticos e corticoides amenizou a inflamação no pulmão e reduziu de 18 para 10 dias o tempo médio de internação, sem a necessidade de intubar o paciente.  

Um dos pacientes testados tem 78 anos, é portador de várias doenças crônicas e chegou ao hospital com 50% do pulmão comprometido, febre, dor de cabeça, dificuldade para respirar e baixo nível de oxigênio no organismo. Com o uso do fármaco, ele teve alta no décimo dia após a internação, com as lesões pulmonares cicatrizadas e anticorpos contra o novo coronavírus. Resultados semelhantes ocorreram nos demais pacientes. 

O próximo passo para comprovar a eficácia do medicamento no combate à Covid-19 é ampliar os testes clínicos para um grupo maior de pacientes com quadros moderados ou graves. A previsão é de que o estudo dure um ano.  

 Um medicamento desenvolvido por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para tratar o câncer acelerou a recuperação de pacientes internados com a Covid-19. 

Criado para estimular o sistema imune a combater o câncer, o fármaco foi testado em pessoas com casos graves do novo coronavírus. Os testes foram feitos com cinco pacientes. O resultado do estudo mostrou que a associação do imunoterápico com antibióticos e corticoides amenizou a inflamação no pulmão e reduziu de 18 para 10 dias o tempo médio de internação, sem a necessidade de intubar o paciente.  

Um dos pacientes testados tem 78 anos, é portador de várias doenças crônicas e chegou ao hospital com 50% do pulmão comprometido, febre, dor de cabeça, dificuldade para respirar e baixo nível de oxigênio no organismo. Com o uso do fármaco, ele teve alta no décimo dia após a internação, com as lesões pulmonares cicatrizadas e anticorpos contra o novo coronavírus. Resultados semelhantes ocorreram nos demais pacientes. 

O próximo passo para comprovar a eficácia do medicamento no combate à Covid-19 é ampliar os testes clínicos para um grupo maior de pacientes com quadros moderados ou graves. A previsão é de que o estudo dure um ano. 

Reportagem, Felipe Moura. 

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Sobre a repórter

Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.