No Mato Grosso, os setores da indústria que mais contribuem para o desenvolvimento do estado são: construção, químicos, alimentos, serviços industriais de utilidade pública, derivados de petróleo e biocombustíveis. Esses segmentos representam 88% da indústria mato-grossense. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
Lucas Wender tem 17 anos e, apesar de ainda cursar o ensino médio, já faz parte dos mais de 130 mil trabalhadores deste segmento. Ele é atendente em uma indústria de aço e acredita que só conseguiu o cargo que ocupa por ter o diferencial de curso técnico no currículo. Aos 14 anos, enquanto concluía o ensino fundamental, começou a pensar no futuro e investiu na qualificação.
“Hoje em dia não adianta nada a gente querer entrar no mercado de trabalho sem saber pelo menos um pouco. Quem tem currículo com cursos tem prioridade e quem não tem vai só ficando para trás.”
Segundo o gerente regional de Educação e Cultura do SENAI do Mato Grosso, Rubens de Oliveira, 81% das pessoas que concluem os cursos técnicos na instituição conseguem uma colocação no mercado de trabalho. Ele destaca que a preparação dos jovens precisa acompanhar as inovações tecnológicas e que a Educação Básica precisa integrar teoria à prática para ter um aumento da produtividade nas indústrias.
“O incentivo, o investimento, o apoio a essa educação híbrida vai acelerar e muito a formação dos jovens, a formação que a indústria precisa, porque a própria indústria está incorporando essas novas tecnologias, então a nossa formação também precisa acompanhar”.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, as mudanças são necessárias para acompanhar os impactos da Indústria 4.0, que traz integração entre mundo físico e virtual, por meio de tecnologias digitais. Os pesquisadores da CNI acreditam que atualizar o currículo da Educação Básica, investindo em educação profissional, é fundamental para a consolidação da “indústria do futuro” no país.
Reportagem, Aline Dias