A quantidade de pessoas aposentadas tem crescido bastante no Mato Grosso do Sul. Em 23 anos, a participação de pessoas que recebiam benefícios previdenciários subiu de 5,4% em 1992, para 10,7% em 2015. Os dados foram levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD.
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Nesse ritmo, se nada for feito, daqui a alguns anos, os gastos do governo com aposentados serão maiores do que as despesas com salários dos servidores da ativa, avalia o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Fernando de Holanda Filho.
“O envelhecimento da população brasileira vai ser muito rápido e muito profundo. Assumindo que existe uma proporção entre os benefícios de aposentadoria e o percentual da população e a quantidade de pessoas acima de 65 anos, isso torna tal sistema insustentável.”
Somente em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) no Mato Grosso do Sul emitiu 369.463 benefícios. Em todo o país, esse número passou de 33 milhões.
Após o presidente Michel Temer ter decretado a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, o andamento da reforma da Previdência teve que ser interrompido no Congresso Nacional. Isso porque, segundo a lei, a Constituição não pode ser alterada durante o período de vigência de uma intervenção, mesmo que ela seja aplicada em uma única região. Assim, como a reforma da previdência se trata de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), o seu trâmite foi afetado.
O professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, reconhece que a medida para tentar conter a violência no Rio é essencial. Porém, ele alerta que o problema do rombo previdenciário ainda é uma adversidade que precisa ser solucionada.
“A reforma da Previdência é imprescindível. Na evolução que estão indo os gastos com Previdência, daqui a 15 anos, todos os gastos do governo Federal vão ser com aposentadorias e pensões. A reforma vai ter que ser feita. E algum momento ela vai ter que ser feita.”
A reforma da Previdência prevê, entre outras coisas, que as mulheres se aposentem com 62 anos de idade e os homens com 65. Recentemente o relator da matéria apresentou uma nova redação do texto. Uma das mudanças ficou em torno da inserção de pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combate.
Reportagem, Marquezan Araújo
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