Economia - Agronegócio·02 de abril de 2021

Litro do leite cai 2,5% em março

A queda acumulada no primeiro trimestre do ano chega a 9,8%, em termos reais

Por Rafaela GonçalvesJornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência em política e economia. Recentemente trabalhou no Correio Braziliense e fez cobertura política dos poderes Executivo e Legislativo nacionais.
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O preço do leite captado em fevereiro e pago aos produtores em março recuou 2,5% na “Média Brasil” líquida, chegando a R$ 1,9384/litro. Com isso, a queda acumulada no primeiro trimestre do ano chega a 9,8%, em termos reais (descontando a inflação pelo IPCA de fevereiro/21). 

Esse valor é recorde para um mês de março e supera em 28,3% o registrado no mesmo período de 2020. O recuo das cotações está atrelado ao enfraquecimento da demanda por lácteos, tendo em vista a diminuição do poder de compra do brasileiro, o fim do recebimento do auxílio emergencial, o agravamento dos casos da Covid-19 e a elevação do desemprego. 

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Com o consumo fragilizado, houve o aumento da pressão dos canais de distribuição para obter preços mais baixos nas negociações de derivados junto às indústrias de laticínios. A pesquisa, realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, destacou ainda que a oferta de leite no campo está limitada.

 O preço do leite captado em fevereiro e pago aos produtores em março recuou 2,5% na “Média Brasil” líquida, chegando a R$ 1,9384/litro. Com isso, a queda acumulada no primeiro trimestre do ano chega a 9,8%, em termos reais (descontando a inflação pelo IPCA de fevereiro/21). 

Esse valor é recorde para um mês de março e supera em 28,3% o registrado no mesmo período de 2020. O recuo das cotações está atrelado ao enfraquecimento da demanda por lácteos, tendo em vista a diminuição do poder de compra do brasileiro, o fim do recebimento do auxílio emergencial, o agravamento dos casos da Covid-19 e a elevação do desemprego. 

Com o consumo fragilizado, houve o aumento da pressão dos canais de distribuição para obter preços mais baixos nas negociações de derivados junto às indústrias de laticínios. A pesquisa, realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, destacou ainda que a oferta de leite no campo está limitada.

Reportagem, Rafaela Gonçalves

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Sobre a repórter

Rafaela Gonçalves

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília (UCB), com experiência em política e economia. Recentemente trabalhou no Correio Braziliense e fez cobertura política dos poderes Executivo e Legislativo nacionais.