Brasil·03 de março de 2020

Justiça manda soltar 46 policiais presos por deserção no Ceará

Prisões ocorreram durante o motim dos PMs no estado. No total, 50 militares foram presos

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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A Justiça Estadual do Ceará mandou soltar os 46 policiais militares que foram presos por deserção durante o motim dos PMs no estado. Eles faltaram uma convocação para trabalhar durante o carnaval, acabaram atrás das grades, mas devem ser soltos nesta terça-feira(3), permanecendo sob liberdade provisória. Isso significa que eles não podem ficar presos porque ainda não foram julgados. De acordo com o juiz que assinou a decisão, a prisão dos policiais tinha como fundamento “a garantia da ordem pública e a necessidade de manter a hierarquia e disciplina”, então a razão deixou de existir depois do fim do motim.

No total, 50 PMs foram presos durante a paralisação. Além dos 46 detidos por deserção, 3 foram presos pelo crime de motim, e ainda estão presos e um por incendiar um veículo, e já foi solto.

A paralisação teve fim na segunda-feira, após os policiais aceitarem a proposta costurada por membros dos três poderes no Ceará e representantes dos policiais. Apesar do governo ter aceitado investir R$ 495 milhões com o salário de policiais até 2022 e revisar os processos adotados contra os PMS durante os atos, não houve garantia de anistia aos envolvidos.

A Justiça Estadual do Ceará mandou soltar os 46 policiais militares que foram presos por deserção durante o motim dos PMs no estado. Eles faltaram uma convocação para trabalhar durante o carnaval, acabaram atrás das grades, mas devem ser soltos nesta terça-feira(3), permanecendo sob liberdade provisória. Isso significa que eles não podem ficar presos porque ainda não foram julgados. De acordo com o juiz que assinou a decisão, a prisão dos policiais tinha como fundamento “a garantia da ordem pública e a necessidade de manter a hierarquia e disciplina”, então a razão deixou de existir depois do fim do motim.

No total, 50 PMs foram presos durante a paralisação. Além dos 46 detidos por deserção, 3 foram presos pelo crime de motim, e ainda estão presos e um por incendiar um veículo, e já foi solto.

A paralisação teve fim na segunda-feira, após os policiais aceitarem a proposta costurada por membros dos três poderes no Ceará e representantes dos policiais. Apesar do governo ter aceitado investir R$ 495 milhões com o salário de policiais até 2022 e revisar os processos adotados contra os PMS durante os atos, não houve garantia de anistia aos envolvidos.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.