O desemprego entre jovens de 14 e 24 anos é alto no Ceará. De acordo com dados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad, do IBGE, mais de 55 por cento da população desempregada do estado é composta por jovens.
Acesse esta matéria na versão para blogs e sites
A dificuldade do jovem de encontrar emprego pode ser atribuída ao conhecimento que adquiriu, ou não, no Ensino Básico.
O ensino das escolas regulares não prepara o aluno para o mercado de trabalho e quando o estudante se forma no ensino médio passa a enfrentar dificuldades para conseguir emprego, como explica o Gerente-Executivo de Estudos e Prospectivas da CNI, Márcio Guerra.
“A gente teve um processo de universalização da educação no Brasil, mas quando a gente olha as taxa de produtividade, elas se mantiveram constante ao longo do tempo. A educação não fez transformações da produtividade muito por causa da baixa qualidade que se tem.”
Cursos técnicos profissionais podem ser caminho promissor e mais rápido de inserção do jovem no emprego. Em 2017, 70 por cento dos estudantes que concluíram cursos profissionais foram inseridos no mercado de trabalho logo que se formaram, de acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
A Gerente da Educação do SESI/SENAI, do Ceará, Sônia Parente, lembra que as profissões técnicas exigem conhecimentos mínimos de matemática, português e tecnologias virtuais, por exemplo, que o Ensino Básico regular não oferece de forma adequada aos estudantes.
Para ela, a educação básica regular precisa mudar para preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho e que eles sejam capazes de acompanhar as demandas dos setores produtivos crescentes a cada dia.
“Tem uma constante mudança para a gente poder atender o crescimento da economia, o crescimento das indústrias. O que a gente observa é que, em outros países, como a Alemanha, por exemplo, a educação é justamente com esse foco de preparar para a indústria.”
Cerca de 500 mil pessoas estudaram em cursos técnicos profissionais no Nordeste do país. Os dados são do Censo Escolar do Ministério da Educação.
Além disso, de acordo com o SENAI, os profissionais técnicos podem ter salários de até 20 por cento maiores quando comparados com os rendimentos dos trabalhadores que cursaram o ensino médio regular.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Marquezan Araújo