Saúde - Mosquito·07 de fevereiro de 2022

JOÃO PESSOA: Casos de dengue na capital e em municípios próximo disparam

Somente no município de João Pessoa foram 8.153 casos da doença. Já os índices de zika e a Chikungunya mostram que a população precisa redobrar os cuidados

Por Rafaela SoaresFormou-se em jornalismo em 2016 pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Possui experiências em produção de matérias, coordenação de produção de TV, sonoras externas e edição de texto. Concluiu MBA em Jornalismo Digital na Universidade Estácio de Sá, em 2021.
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A taxa de incidência de dengue na região, ou seja, a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya. A arquiteta, Raquel Calado, de 35 anos, pegou dengue no trabalho e relata que ficou com sequelas: “Eu senti muitas dores nas articulações, tive febre e o surgimento de manchas pelo corpo todo, no primeiro dia eu tive febre, e no segundo a febre continuou e eu precisei ir ao hospital para ser medicada. Sempre tive cuidado na proliferação de mosquitos.”

De acordo com dados do Ministério da Saúde, somente o município de João Pessoa registrou 8.153 casos de dengue no ano passado. Em todo o estado, 85 cidades estão em estado de alerta.

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar: “O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande, tanto que se a gente pegar regiões onde a gente tem uma baixa transmissão que sejam contíguas, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida. Porque a gente tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que a gente tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões.”

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um anoo para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

A taxa de incidência de dengue na região, ou seja, a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a Chikungunya. Maria de Fátima Travassos tem 51 anos e é cuidadora de idosos. Ela pegou dengue enquanto trabalhava e ressalta a importância dos cuidados.

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 Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

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Sobre a repórter

Rafaela Soares

Formou-se em jornalismo em 2016 pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Possui experiências em produção de matérias, coordenação de produção de TV, sonoras externas e edição de texto. Concluiu MBA em Jornalismo Digital na Universidade Estácio de Sá, em 2021.