Por medida de segurança, três carros e duas embarcações do Instituto Chico Mendes, o ICMBIO, foram transferidos de Humaitá, no Amazonas, para Porto Velho em Rondônia. A medida foi tomada após os ataques sofridos pelo Icmbio e Ibama durante o final de semana. Os principais suspeitos dos ataques são garimpeiros da região em represália a uma ação contra o garimpo ilegal. Os ataques ocorreram na sexta-feira (27) e no sábado (28).
Equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social do Amazonas, Casa Militar e da Defesa Civil foram deslocadas por ordem do governador Amazonino Mendes para a região. O objetivo é garantir a segurança da retirada dos servidores e dos materiais que restaram, além de prestar assistência para as famílias que moravam nas balsas destruídas pelo fogo.
Em uma nota conjunta, o Icmbio e o Ibama afirmam que o garimpo ilegal é altamente impactante e causa graves danos ao meio ambiente e à saúde humana, além do risco à navegação. A nota ainda associa a prática a outros crimes como contrabando e sonegação fiscal, grilagem de terras, além de contribuírem diretamente com o aumento da violência no campo.
A publicação também revela que além dos ataques as estruturas dos órgãos, servidores foram ameaçados. Diante desse cenário, o Ministério do Meio Ambiente acionou o Ministério da Defesa e da Justiça, Polícias Federal e Rodoviária Federal, além da Força Nacional, para garantirem a integridade dos servidores dos dois órgãos.
Os danos materiais serão avaliados e a Polícia Federal já iniciou as investigações.
A operação Rio Madeira, encabeçada pelo Icmbio e Ibama no combate ao garimpo ilegal conta com o apoio do Exército, Marinha e Força Nacional.
Reportagem, Raphael Costa