Brasil·30 de novembro de 2017

Horário de Verão pode ser suspenso em Goiás e no Distrito Federal

<p>A proposta ainda vai ser analisada pela Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a</p>

Por Agência do Rádio
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A suspensão do horário de Verão no Estado de Goiás e no Distrito Federal está sendo analisada pela Câmara dos Deputados. A proposta já passou pela Comissão de Minas e Energia, onde a capital federal foi inclusa e agora, vai ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça. O autor da proposta, deputado Waldir Soares de Oliveira, do PR de Goiás, afirma que o horário de verão não traz uma economia de energia significativa e ainda coloca em risco a segurança da população.

“A nossa pretensão de tirar o Estado de Goiás e o Distrito Federal do horário de Verão é porque nós temos percebido que, em termos de redução do consumo de energia, que é a pretensão do governo federal, isso não produz mais resultados, o próprio governo federal assumiu isto e, hoje, trabalhadores tem que acordar uma hora mais cedo para ir para o trabalho e em um período que está escuro. Isto tem aumentado o número de homicídios, estupros, roubos.”

Já o estudante de Engenharia de Software da Universidade de Brasília, Lucas Andrade, gosta de horário de Verão e se sente mais a vontade de voltar do trabalho para casa, enquanto está claro.

“Eu não sei sobre estatísticas que ele apresentou a respeito da criminalidade, mas nem todo mundo sai quando está escuro, elas costumam trabalhar quando já amanheceu. Mas, a volta de casa de todo mundo é entre cinco hora da tarde e sete horas da noite. Então neste momento aí que é a primeira hora da noite, que sem o horário de Verão já está escuro, acho que a gente fica mais vulnerável a assalto, etc. Eu, particularmente, me sinto mais seguro voltando para casa ainda de dia, quando tem o horário de Verão.”

O término do horário de verão chegou a ser cogitado pelo governo, depois de estudos apontarem perda na efetividade da medida, pelo fato das mudanças nos hábitos de consumo de energia. Segundo o Operador Nacional do Sistema, a ONS, a temperatura é o que determina o maior consumo de energia e não a incidência da luz durante o dia, fazendo com que, hoje em dia, os picos de consumo ocorram entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.

O Operador Nacional do Sistema aponta que no horário de Verão praticado em 2016/2017 a economia foi de R$ 159,5 milhões, valor abaixo do registrado em 2015/2016, que foi de R$ 162 milhões.

Em 2018, o governo deve fazer uma pesquisa para decidir se mantém ou não o horário diferenciado nos próximos anos.

Reportagem, Cintia Moreira.

 

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