Saúde·30 de abril de 2020

Gripe não é uma “doencinha”, alerta epidemiologista da Fiocruz

O Ministério investiu mais de R$1 bilhão para adquirir 75 milhões de vacinas, que serão aplicadas ao longo de três fases

Por Agência do Rádio
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O Ministério da Saúde, em articulação conjunta com as Secretarias municipais e estaduais de Saúde, realiza, até o dia 22 de maio, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O Ministério investiu mais de R$1 bilhão para adquirir 79  milhões de vacinas, que estão sendo administradas ao longo das três fases. Mas, se o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, como definir quem vai receber a imunização?

As vacinas distribuídas imunizam contra três tipos de vírus causadores da gripe: o Influenza A H1N1, o Influenza A H3N2 e o Influenza B. As mais de 79 milhões de doses foram destinadas às populações que correm mais risco de adoecer e desenvolver complicações causadas pela doença.

O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz, Cláudio Maierovitch, explica que, embora seja comum, a gripe não é uma doença inofensiva. Ele chama a atenção para o fato de que, para      determinados grupos da população, a gripe causada pelo vírus Influenza pode ser fatal.

“Muita gente pensa que gripe é uma 'doencinha', que é uma coisa simples. No entanto, a gripe causada pelo vírus chamado Influenza é uma doença que, além de incomodar muito, pode ser grave. Todos os anos morre muita gente por Influenza no Brasil e no mundo inteiro. O seu risco é maior principalmente para as pessoas mais idosas e para aquelas que já têm algum tipo de doença crônica, como doenças respiratórias, doenças cardíacas, diabetes, as gestantes... Então, é muito importante que as pessoas adotem todas as medidas possíveis para se prevenir da Influenza.”

Por isso, o Ministério da Saúde direciona a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe para os grupos mais vulneráveis a complicações decorrentes da gripe. A primeira etapa da campanha, que foi do dia 23 de março a 15 de abril, por exemplo, foi voltada para os dois grupos      prioritários: idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde.

O presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, ajuda a entender que a definição de grupos prioritários parte de uma questão matemática: a quantidade de doses disponíveis para imunização corresponde a um terço da população brasileira, aproximadamente. Ele explica o motivo da população entre 6 e 55 anos, em sua grande maioria, não apresentar problemas crônicos ou respiratórios, não sendo contemplada pela Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe.

“São grupos que não costumam adoecer com a mesma gravidade que gestantes, crianças, idosos ou portadores de doenças crônicas. Por isso, em um primeiro momento, não estão contemplados na campanha. Infelizmente, nós vivemos em um país de 200 milhões de habitantes e não há vacina disponível para todos. Neste ano de 2020, estamos vacinando um terço da população brasileira, mais de 79 milhões de doses, o que é uma boa parcela da população vacinada.”

A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início no dia 16 de abril e vai até o dia 8 de maio. Neste período, são vacinados membros das forças de segurança e salvamento, doentes crônicos, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo, portuários e população indígena.

No dia 9 de maio começa a terceira etapa, em que serão imunizados: pessoas com deficiência, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto e pessoas acima de 55 anos ou mais. A campanha se encerra no dia 22 de maio. 

Em caso de fila, as pessoas, principalmente os idosos, devem manter distância de pelo menos 2 metros dos demais.   

Para mais informações sobre a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, acesse: saude.gov.br/vacinabrasil. Ministério da Saúde, Governo Federal.

O Ministério da Saúde, em articulação conjunta com as Secretarias municipais e estaduais de Saúde, realiza, até o dia 22 de maio, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O Ministério investiu mais de R$1 bilhão para adquirir 79  milhões de vacinas, que estão sendo      administradas ao longo das três fases. Mas, se o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, como definir quem vai receber a imunização?

As vacinas distribuídas imunizam contra três tipos de vírus causadores da gripe: o Influenza A H1N1, o Influenza A H3N2 e o Influenza B. As mais de 79 milhões de doses foram destinadas às populações que correm mais risco de adoecer e desenvolver complicações causadas pela doença.

O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz, Cláudio Maierovitch, explica que, embora seja comum, a gripe não é uma doença inofensiva. Ele chama a atenção para o fato de que, para      determinados grupos da população, a gripe causada pelo vírus Influenza pode ser fatal.

TEC./SONORA: Cláudio Maierovitch, epidemiologista e pesquisador da Fiocruz

“Muita gente pensa que gripe é uma 'doencinha', que é uma coisa simples. No entanto, a gripe causada pelo vírus chamado Influenza é uma doença que, além de incomodar muito, pode ser grave. Todos os anos morre muita gente por Influenza no Brasil e no mundo inteiro. O seu risco é maior principalmente para as pessoas mais idosas e para aquelas que já têm algum tipo de doença crônica, como doenças respiratórias, doenças cardíacas, diabetes, as gestantes... Então, é muito importante que as pessoas adotem todas as medidas possíveis para se prevenir da Influenza.”

Por isso, o Ministério da Saúde direciona a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe para os grupos mais vulneráveis a complicações decorrentes da gripe. A primeira etapa da campanha, que foi do dia 23 de março a 15 de abril, por exemplo, foi voltada para os dois grupos      prioritários: idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde.

O presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, ajuda a entender que a definição de grupos prioritários parte de uma questão matemática: a quantidade de doses disponíveis para imunização corresponde a um terço da população brasileira, aproximadamente. Ele explica o motivo da população entre 6 e 55 anos, em sua grande maioria, não apresentar problemas crônicos ou respiratórios, não sendo contemplada pela Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe.

TEC./SONORA: Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

“São grupos que não costumam adoecer com a mesma gravidade que gestantes, crianças, idosos ou portadores de doenças crônicas. Por isso, em um primeiro momento, não estão contemplados na campanha. Infelizmente, nós vivemos em um país de 200 milhões de habitantes e não há vacina disponível para todos. Neste ano de 2020, estamos vacinando um terço da população brasileira, mais de 79 milhões de doses, o que é uma boa parcela da população vacinada.”

A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início no dia 16 de abril e vai até o dia 8 de maio. Neste período, são vacinados membros das forças de segurança e salvamento, doentes crônicos, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo, portuários e população indígena.

No dia 9 de maio começa a terceira etapa, em que serão imunizados: pessoas com deficiência, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto e pessoas acima de 55 anos ou mais. A campanha se encerra no dia 22 de maio. 

Em caso de fila, as pessoas, principalmente os idosos, devem manter distância de pelo menos 2 metros dos demais.   

Para mais informações sobre a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, acesse: saude.gov.br/vacinabrasil. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada, Brasil.
 

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