Os moradores de Gravatá devem ficar atentos com a Dengue. Em 2016, o município estava na zona de risco de infestação do mosquito, no Mapa da Dengue. Além disso, Piétra Lemos, assessora da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Gravatá, considera que os moradores estão sendo descuidados com o armazenamento domiciliar de água. Tudo bem guardar água, mas, se for fazer isso, tem de vedar corretamente esses recipientes. Se não, o que seria um depósito de água vira um criadouro de mosquito. Piétra diz que a Secretaria tem de contar com a participação da população no combate à Dengue, apenas os agentes de saúde não conseguem fazer esse trabalho.
“Hoje, o município, ele tem, atuantes, no programa de controle das arboviroses, 11 agentes de endemias. O que, para o quantitativo de imóveis do município, realmente fica muito aquém. A gente não consegue cumprir nem dez por cento do numero de imóveis. E a população, por mais que ela tenha um conhecimento da doença, ela ainda assim está pecando com relação aos criadouros, à manutenção desses criadouros no ambiente.”
A especialista destaca, ainda, que, recentemente, uma criança de seis anos veio a óbito no município, devido a complicações com a Dengue. Piétra esclarece que a secretaria vem fazendo programas nas escolas para conscientizar a população da importância do combate. Verônica de Lima, de 40 anos, também trabalha na Secretaria de Saúde e é moradora da cidade. Ela relata que, há alguns anos, pegou Dengue e que, em 2016, ela e seu marido, Helton Gonçalves, de 41 anos, contraíram Chikungunya. Verônica desabafa sobre a experiência com a doença.
“Foi muita dor, muita dor na parte de trás do joelho, na junta do joelho. Bastante dor no pé. Eu mal conseguia colocar no chão. Aí eu vi que o sintoma era totalmente diferente de Dengue, não era nem parecido com Dengue. Era muito forte, era muito mais forte. Olha, eu passei, mais ou menos, uma semana ou mais com essas dores muito fortes. Agora a dor prolongou pra um ano de dor. Até hoje eu ainda sinto, no dedo da mão, ainda sinto dor. Quando eu tô escrevendo, eu tenho uma certa dificuldade ainda.”
Ninguém está imune ao vírus. Colabore você também. Não deixe que o mosquito se prolifere. Faça parte dessa luta. Verifique acúmulos de água em sua residência. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes