Política·04 de setembro de 2018

Geraldo Alckmin defende apoio do Centrão e nega denúncias de corrupção

<p>Em sabatina, candidato do PSDB prop&ocirc;s ainda reduzir n&uacute;mero de partidos</p>

Por Agência do Rádio
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Em sabatina realizada nesta terça-feira (4), o candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, prometeu redução do Estado e se declarou inocente de escândalos de corrupção na época em que foi governador de São Paulo. Ele foi o primeiro entrevistado da série realizada pela rádio CBN e pelo portal G1, já que Cabo Daciolo não compareceu na última segunda-feira (3).
 
Um ouvinte questionou se Alckmin pretendia reduzir ministérios ou se manteria os cargos disponíveis para trocas políticas, já que a coligação dele é a maior dentre os presidenciáveis, com nove partidos. O candidato defendeu o corte de ministérios, mas não soube especificar quais. Ele também afirmou que é necessário reduzir drasticamente o número de partidos no país, mas justificou o apoio massivo do bloco conhecido como Centrão. Aproveitou ainda para alfinetar o discurso armamentista do oponente Jair Bolsonaro, do PSL.
 
“O Brasil não vai mudar no grito, não vai mudar na bala, não vai mudar no berro, o Brasil só vai mudar com reformas. E pra fazer as reformas precisa ter maioria, senão é conversa fiada, quem falar que vai mudar sem ter maioria, não vai mudar. A maioria das mudanças exige mudança constitucional, que a Constituição nossa é pré-queda do muro de Berlim, ela é detalhista, ela é enciclopédica, ela é longa”.
 
Com o apoio, ele espera promover nos seis primeiros meses de governo reformas tributária, política e do Estado. Dentre as propostas de Alckmin está a redução de empresas estatais. Ao falar do assunto, chamou a Empresa Brasil de Comunicação de “TV do Lula”.
 
Quando confrontado em relação a denúncias de corrupção em suas gestões, o tucano se declarou inocente em todas elas. Sobre o suposto recebimento de R$ 10 milhões da Odebrecht para a campanha de 2014, Alckmin disse que não há provas da delação. Já sobre a prisão do ex-secretário de Logística e Transporte, Laurence Casagrande Lourenço, por desvios nas obras do Rodoanel, o tucano afirmou que se trata de uma injustiça. Ele também afirmou que não vai fazer campanha ao lado de Aécio Neves, candidato a deputado federal pelo PSDB e alvo de oito inquéritos e uma ação penal no STF.
 
O psdebista também falou sobre o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Questionado sobre seu plano de governo não possuir nenhuma menção a museus, Alckmin alegou que a preservação deles é implícita e que não é necessário citá-la. Já em relação à educação, o candidato anunciou uma meta ambiciosa: se eleito, quer subir em cinquenta pontos a média geral do país no PISA, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes.
 
Reportagem, Ana Luiza de Carvalho

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