Brasil·07 de março de 2019

Funai inicia operação para proteger índios isolados

O objetivo é evitar conflitos entre os Korubo do Coari e os Matis

Por Tainá FerreiraJornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.
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Por Tainá Ferreira

A Fundação Nacional do Índio iniciou uma operação para entrar em contato com a tribo indígena Korubo, que residem no sul do Amazonas. O grupo, que vive isolado na selva e na beira do rio Coari, está sob risco de um massacre. O motivo seria um conflito com os Matis, outra tribo que habita na região.

Um grupo de indigenistas deixou a base da vigilância da entidade no rio Ituí, na terra indígena Vale do Javari, na manhã do último domingo (3). O objetivo principal da missão é evitar conflitos entre os dois povos.

Os Korubo reivindicam o direito à terra próxima ao rio Coari e têm entrado em confronto com os Matis. Esses indígenas são conhecidos por “índios caceteiros” por não usarem arco e flecha, mas bordunas e cacetes para matar animais maiores em confrontos corporais.

Junto com os funcionários da entidade, participam do esforço seis índios Korubo que tem familiares isolados e podem ajudar na aproximação.

A operação de contato foi discutida no final do governo de Dilma Rousseff, planejada no governo de Michel Temer. Agora, a ideia foi desencadeada porque os Matis voltaram a alertar a Funai, por meio de uma carta à presidência do órgão, sobre o risco de confronto com os Korubo.

Em 2014, um choque entre as duas etnias deixou dois Matis mortos e um número indeterminado de vítimas entre os Korubo. Em julho de 2018, técnicos da Funai perceberam a possibilidade de um novo encontro, com aproximação de menos de um quilômetro entre as duas tribos.

O gasto inicial da expedição será de R$ 250 mil, mas pode chegar em um ano a R$ 816 mil se tudo sair como o planejado.

A Funai enviou uma equipe de aproximadamente vinte e cinco integrantes e terá o apoio da Polícia Federal (PF), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e do Exército. Além disso, o Ministério Público Federal e outras organizações indígenas da região foram informados da missão. 

A Fundação Nacional do Índio iniciou uma operação para entrar em contato com a tribo indígena Korubo, que residem no sul do Amazonas. O grupo, que vive isolado na selva e na beira do rio Coari, está sob risco de um massacre. O motivo seria um conflito com os Matis, outra tribo que habita na região.

Um grupo de indigenistas deixou a base da vigilância da entidade no rio Ituí, na terra indígena Vale do Javari, na manhã do último domingo (3). O objetivo principal da missão é evitar conflitos entre os dois povos.

Os Korubo reivindicam o direito à terra próxima ao rio Coari e têm entrado em confronto com os Matis. Esses indígenas são conhecidos por “índios caceteiros” por não usarem arco e flecha, mas bordunas e cacetes para matar animais maiores em confrontos corporais.

Junto com os funcionários da entidade, participam do esforço seis índios Korubo que tem familiares isolados e podem ajudar na aproximação.

A operação de contato foi discutida no final do governo de Dilma Rousseff, planejada no governo de Michel Temer. Agora, a ideia foi desencadeada porque os Matis voltaram a alertar a Funai, por meio de uma carta à presidência do órgão, sobre o risco de confronto com os Korubo.

Em 2014, um choque entre as duas etnias deixou dois Matis mortos e um número indeterminado de vítimas entre os Korubo. Em julho de 2018, técnicos da Funai perceberam a possibilidade de um novo encontro, com aproximação de menos de um quilômetro entre as duas tribos.

O gasto inicial da expedição será de duzentos e cinquenta mil reais (R$ 250 mil), mas pode chegar em um ano a oitocentos e dezesseis mil reais (R$ 816 mil) se tudo sair como o planejado.

A Funai enviou uma equipe de aproximadamente vinte e cinco integrantes e terá o apoio da Polícia Federal (PF), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e do Exército. Além disso, o Ministério Público Federal e outras organizações indígenas da região foram informados da missão. 

Com a colaboração de Tainá Ferreira, reportagem, Marquezan Araújo
 

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Tainá Ferreira

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.