REPÓRTER: Até o momento, Foz do Iguaçu já registrou três mil e 600 casos suspeitos de dengue, cerca de mil 500 confirmados e duas mortes pela doença. Até o início do mês, foram 15 casos suspeitos de Zika, porém todos foram descartados, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. O Aedes egypti é transmissor da dengue, a febre chikungunya e o vírus. Por isso é importante que a população participe do combate ao Aedes e evite possíveis criadouros do mosquito para ele não se reproduzir. O doutor em medicina tropical da Universidade de Brasília, Pedro Tauil, explica os sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes.
SONORA: doutor em medicina tropical da Universidade de Brasília, Pedro Luiz Tauil
“Elas são muito parecidas. O caso mais comum, dengue, é acompanhada de febre alta, acima de 38 graus, dores de cabeça, principalmente atrás dos olhos, dores nas juntas, dores musculares e também pode aparecer vermelhidão no corpo. O chikungunya é muita dor que as pessoas não podem se deslocar, realizar suas habilidades habituais em geral. A Zika, tem uma característica de um vermelhidão no corpo com muita coceira e vermelhidão dos olhos.“
REPÓRTER: Não existe remédio para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Para evitar que o mosquito se reproduza, é importante que a comunidade observe os locais e recipientes que possam acumular água. A recomendação é do Diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.
SONORA: Cláudio Maierovitch, Diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde
“O mosquito precisa de água para colocar seus ovos e para que surjam novos mosquitos. Então é importante eliminar qualquer recipiente que contenha água parada.”
REPÓRTER: Em Foz do Iguaçu, mais de 140 agentes comunitários estão realizando visitas domiciliares nos 290 bairros da cidade. Ao todo, os 100 mil imóveis do município já foram visitados. O morador de Foz do Iguaçu pode tirar dúvidas sobre combate ao Aedes aegypti na Secretaria Municipal de Saúde no número 2105 1129. Saiba mais sobre dengue, chikungunya e Zika na internet, no endereço: combateaedes.saude.gov.br
Reportagem, Karina Chagas