Brasil - Petróleo·25 de junho de 2025

Firjan alerta para alta no petróleo e defende ampliação das reservas brasileiras

Conflito entre Irã e Israel ameaça o Estreito de Ormuz e pode elevar custos de produção no Brasil. Entidade pede avanço nas explorações da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas

Por Bianca MingoteBianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.
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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil·Foto: Brasil 61

O conflito entre Irã e Israel pode encarecer o petróleo no mercado internacional, segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). A entidade alerta que a ameaça à oferta de petróleo em função de um agravamento no conflito reforça a necessidade de o Brasil ampliar reservas de óleo.

Em nota, a entidade afirmou estar preocupada com a alta no preço do petróleo e os possíveis impactos do fechamento do Estreito de Ormuz em outras cadeias de produção – caso a via marítima seja interditada pelo Irã. A região marítima entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico é relevante para o transporte do petróleo global – por onde chega a passar cerca de 20% do recurso consumido no mundo. No último dia 22, o Parlamento do Irã aprovou o fechamento do estreito de Ormuz.

A entidade explicou, ainda, que a elevação do preço da commodity no mercado internacional, com o agravamento do conflito no Oriente Médio, deve aumentar os custos de produção em todo o mundo. Conforme alerta da Firjan, o cenário reforça o aumento de preços dos derivados, que deve se espalhar por outras indústrias.

Além disso, a federação pontuou que, como o Brasil é importador de equipamentos, pode ser afetado pela elevação de preços – que pode ocorrer em função da redução da oferta de energia.

Ampliação de reservas 

Em nota, a federação defendeu a necessidade do país ampliar a reserva. Especialmente, a exploração das cinco bacias da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas, já que, segundo a Firjan, há dez anos o Brasil tinha 23 anos de reservas provadas.

Dados do Anuário do Petróleo no Rio 2025, publicação lançada pela Firjan SENAI SESI, há menos de 13 anos de reserva. Na avaliação da entidade, o cenário coloca o país numa posição de desvantagem frente a outras economias.

IBP defende novas fronteiras de petróleo no Brasil

Na última segunda, 23, o Instituto Brasileiro de Petróleo Gás (IBP) emitiu uma nota em que pede a ampliação das fronteiras de petróleo no Brasil em função do aumento de tensões no Oriente Médio, com a escalada do conflito entre Irã e Israel.

O IBP defendeu, em nota, que o Brasil precisa avançar na prospecção de novas reservas de petróleo, como as planejadas nas bacias de Pelotas e na Margem Equatorial.

Contexto do conflito no Oriente Médio 

O conflito entre Irã e Israel teve início na noite de 12 de junho, no horário de Brasília. Naquela noite, Israel bombardeou centrais nucleares, instalações militares e cidades iranianas. 

Já no sábado (21), a tensão foi acentuada quando os Estados Unidos entraram na guerra e atacaram três instalações nucleares iranianas. O Irã respondeu ao bombardeio dos EUA na segunda-feira (23), com o disparo de mísseis a uma base militar dos EUA no Catar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na segunda (23) um cessar-fogo no Oriente Médio – acordo que não foi cumprido, segundo acusa o presidente norte-americano. Há acusação de que Israel atacou Teerã na manhã do dia 24 e de que o Irã lançou mísseis.

Em nota oficial, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) afirmou que o conflito entre Irã e Israel, no Oriente Médio, pode encarecer o petróleo no mercado internacional. Conforme alerta da entidade, a ameaça à oferta de petróleo por conta de um agravamento no conflito reforça a necessidade do Brasil ampliar reservas de óleo.

A Firjan demonstrou preocupação com a alta no preço do petróleo e possíveis impactos do fechamento do Estreito de Ormuz em outras cadeias de produção, considerando que no dia 22 de junho o Parlamento do Irã aprovou o fechamento da via.

A região marítima entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico é relevante para o transporte do petróleo global, já que 20% do recurso consumido no mundo passa pelo trajeto.

A entidade explicou, ainda, que a elevação do preço da commodity no mercado internacional, com o agravamento do conflito no Oriente Médio, deve aumentar os custos de produção em todo o mundo e se espalhar por outras indústrias.

AEm nota, a federação defendeu a necessidade do país ampliar a reserva, especialmente a exploração das cinco bacias da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas. A ação também foi defendida pelo Instituto Brasileiro de Petróleo Gás (IBP), em nota oficial, que pediu a ampliação das fronteiras de petróleo no Brasil por conta do aumento de tensões no Oriente Médio.

O conflito entre Irã e Israel teve início na noite de 12 de junho, no horário de Brasília. Naquela noite, Israel bombardeou centrais nucleares, instalações militares e cidades iranianas. 

 

Reportagem, Bianca Mingote

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Sobre a repórter

Bianca Mingote

Bianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.