Com uma estrutura que abrange 89 unidades, entre fixas e móveis, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Santa Catarina atua com o objetivo de fornecer um ensino de qualidade e preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho. A instituição, no estado, também conta com 454 salas de aula e 726 laboratórios didáticos.
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Alunos de mais de 247 municípios do estado podem optar por cursos de aprendizagem industrial, cursos técnicos, Ensino Médio, graduação, pós-graduação, extensão e qualificação profissional.
Todo esse suporte já ajudou milhares de jovens a se enquadrarem no mercado de trabalho. Luis Fernando Massaneiro, de 23 anos, sabe muito bem disso. Há nove anos, o jovem de Blumenau-SC, no Vale do Itajaí, começou o curso de aprendizagem industrial pelo SENAI. Ao longo dos anos, ele concluiu o curso de técnico em informática na mesma instituição, o que ajudou ele a conseguir uma vaga de emprego como programador na empresa Senior Sistemas, de tecnologia para gestão empresarial.
De acordo com Luis, o sucesso profissional, até então, ele atribui ao que aprendeu no SENAI.
“Eu digo sempre que o SENAI foi o divisor de águas na minha vida profissional, porque a partir dele que eu consegui entrar no mercado de trabalho e, graça a Deus, hoje sou muito bem-sucedido. Agradeço muito ao SENAI por isso.”
De acordo com o diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, em 76 anos, mais de 73 milhões de brasileiros foram treinados pela instituição.
Para ele, como o SESI e o SENAI, por exemplo, atuam diretamente para fortalecer um dos importantes setores da economia brasileira, o industrial, é fundamental que essas instituições recebam uma atenção especial do poder público para que as atividades sejam mantidas e cada vez mais ampliadas.
“Além de promover um desenvolvimento industrial importante, vigoroso, nós também asseguramos um enorme canal de inclusão social, vocalizando e permitindo que pessoas de baixa renda tivessem um canal de cidadania.”
Em dezembro do ano passado, o atual governo anunciou a intenção de reduzir o envio de recursos financeiros que chegam ao Sistema S. Como o SESI e o SENAI fazem parte desse pacote, membros dessas instituições destacam que há um risco de as atividades do grupo reduzirem na mesma proporção. Os cortes anunciados podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos anualmente.
Reportagem, Marquezan Araújo