Ciência & Tecnologia·30 de novembro de 2018

Estudantes goianos são finalistas em competição nacional de robótica

Por Agência do Rádio

Por Sara Rodrigues

No último final de semana, Goiânia sediou uma das etapas do Torneio SESI de Robótica First Lego League. 45 equipes dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se reuniram para apresentar projetos na competição organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a fabricante de brinquedos Lego.

Os estudantes, que tinham entre nove e 16 anos, foram desafiados a encontrar soluções para astronautas que viajam até o espaço e voltam com problemas de saúde. A ideia era abusar da criatividade e montar a soluções com peças sofisticadas da Lego. Na etapa regional em Goiás, a equipe finalista que levou o primeiro lugar foi a Lego da Justiça Planalto Canaã.

A solução apresentada pela equipe foi uma cadeira anti-impacto, feita para amortecer a batida dos astronautas em casos de colisão com outros objetos. De acordo com o técnico de robótica da Lego da Justiça, Fernando da Silva, a cadeira utilizada pelos astronautas atualmente além de não ser confortável, não absorve impacto. Portanto, pode causar lesões ao viajante espacial.

Para ele, o mais importante foi ver o interesse dos alunos por matérias que anteriormente pareciam mais difíceis. “A gente teve vários relatos de alunos que queriam fazer outros cursos, como medicina, e até mesmo tinham aversão à matemática. Eles passaram a gostar dessa matéria e de engenharia, e até cogitaram ser engenheiros mecatrônicos, ou civis por causa da robótica” afirma o professor.

O estudante Mateus dos Santos, 14 anos, revela que não tinha interesse em matérias de exatas. Ele tinha dificuldade e quando começou a participar das aulas de robótica e da competição, percebeu que não era tão difícil de entender.

“Eu comecei a me apaixonar por essa área de robótica, então eu acho que vou seguir nela. Estou pensando em fazer curso técnico durante o ensino médio de comunicação visual e aprender também um pouco de Photoshop”, explica Mateus. A ideia da comunicação visual veio porque uma das categorias era Design de Robô, onde a equipe era avaliada por planejamento, projeto e construção do robô.

As outras categorias eram Core Values, que avaliou o trabalho em equipe e espírito colaborativo, e também o Desafio do Robô, onde os robôs precisavam cumprir missões na mesa de competição durante dois minutos e 30 segundos.

A psicóloga escolar Adelaide Carvalho acompanhou todo o processo dos alunos, e percebeu que o comportamento, trabalho em equipe e controle de emoções foram áreas muito trabalhada no decorrer do tempo.

“Os meninos são muito focados e empenhados, e eles se esforçam muito para isso. E junto vem a ansiedade, a frustração de nem sempre as coisas saírem do jeito que eles gostariam. Em todo tempo a gente está trabalhando com isso, com essa metodologia e com esse controle da ansiedade e das expectativas”, defende Carvalho.

O próximo passo é concorrer na etapa nacional, que será em março de 2019 no Rio de Janeiro. Os estudantes vão continuar se preparando para apresentar o melhor trabalho, e quem sabe, garantir uma vaga no mundial, que será em Houston, nos Estados Unidos.

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