Meio Ambiente - Sustentabilidade·14 de novembro de 2022

Especialistas debatem relação entre ESG e ODS com o setor de mineração

Em evento promovido pela Brasil Mineral, a coordenadora-geral do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do MME, Dione Macedo, diz que ESG e ODS contribuem para desenvolvimento do setor

Por Katrine Tokarski BoaventuraFormada pela Universidade de Brasília (2000-2004), passou por redações de TV, nas emissoras TV Globo, Rede TV!, TV Brasília, SBT, Rede 21. e rádio (EBC e Agência do Rádio Brasileiro - ARB), além de trabalhos como freelancer em diferentes áreas. Doutora em Comunicação pela Universidade Brasília (2010-2014), dedicou-se a pesquisas em Comunicação e Interdisciplinaridade. No mestrado, pela mesma instituição (2007-2009), discutiu os Estudos Culturais Latino-americanos e sua influência nas pesquisas de recepção midiática. Professora de cursos de pós-graduação e graduação há mais de 12 anos, ministrou cursos de televisão e rádio para estudantes de Jornalismo e Publicidade, além de Teorias da Comunicação
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ESG e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estão intrinsecamente conectados, uma vez que, no âmbito da mineração, sinalizam para a sociedade os compromissos do setor nas tomadas de decisão para orientar investimentos, ações e projetos. Foi o que destacou a coordenadora geral do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do Ministério de Minas e Energia (MME), Dione Macedo, na última terça-feira (8), durante o 7° Mineração e Comunidades. O evento, realizado pela revista Brasil Mineral. 

“Os 17 ODS, embora tenham natureza global e sejam universalmente aplicáveis, dialogam com políticas e ações nos âmbitos regional e local. Essa é uma das razões que favorecem o seu vínculo com a mineração, uma vez que a rigidez locacional da mineração faz com que a atividade tenha que lidar com diferentes realidades econômicas, sociais e ambientais”, pontuou. 

Um dos focos da programação era debater sobre a conciliação entre ESG e ODS para desenvolver territórios sustentáveis na mineração. Sobre esse ponto, o engenheiro com mestrado em cerâmica e geociências, Renato Ciminelli, afirmou que era preciso trabalhar a cooperação em cada segmento envolvido.

“Outro ponto para se colocar é que o próprio ODS induz à colaboração. É fazer com que a governança do território e da comunidade estabeleça um foco de colaboração com as próprias empresas, no caso, as de mineração. Esse sinergismo vai trazer maior economia, velocidade e contemplar as prioridades e expectativas das empresas, da sociedade e do território”, defendeu.  

Ao longo da programação, os painéis ainda deverão abordar, por exemplo, questões relacionadas ao ciclo de vida das minerações e as alternativas de desenvolvimento socioeconômico, assim como mudanças na disposição de rejeitos em função das comunidades.

ESG e a mineração 

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgou o documento denominado “Carta Compromisso do Setor Mineral”. Trata-se de uma declaração dos novos propósitos voluntários para o setor mineral, com metas estabelecidas, verificáveis e alcançáveis. 

A carta ficou conhecida como ESG da Mineração. O documento, de acordo com o Ibram, esclarece a visão do instituto e suas associadas acerca de como a indústria minerária vai construir o futuro do setor. 

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Cerca de 60% das indústrias brasileiras têm área dedicada à sustentabilidade

Entre as ações estão a apresentação de um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro; a criação de um centro de excelência de segurança operacional e P&D do setor mineral, para compartilhar e desenvolver boas práticas; além de criar relatório anual sobre segurança operacional através de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.

ODS 17

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda mundial adotada em meio à Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015, formada por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

Confira a lista dos ODS

  • Erradicação da pobreza
  • Fome zero e agricultura sustentável
  • Saúde e bem-estar
  • Educação de qualidade 
  • Igualdade de gênero
  • Água limpa e saneamento
  • Energia limpa e acessível
  • Trabalho decente e crescimento econômico 
  • Inovação infraestrutura
  • Redução das desigualdades
  • Cidades e comunidades sustentáveis
  • Consumo e produção responsáveis
  • Ação contra a mudança global do clima
  • Vida na água
  • Vida terrestre
  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação
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Ao longo da programação, também foram discutidas, por exemplo, questões relacionadas ao ciclo de vida das minerações e as alternativas de desenvolvimento socioeconômico, assim como mudanças na disposição de rejeitos em função das comunidades. 

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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Sobre a repórter

Katrine Tokarski Boaventura

Formada pela Universidade de Brasília (2000-2004), passou por redações de TV, nas emissoras TV Globo, Rede TV!, TV Brasília, SBT, Rede 21. e rádio (EBC e Agência do Rádio Brasileiro - ARB), além de trabalhos como freelancer em diferentes áreas. Doutora em Comunicação pela Universidade Brasília (2010-2014), dedicou-se a pesquisas em Comunicação e Interdisciplinaridade. No mestrado, pela mesma instituição (2007-2009), discutiu os Estudos Culturais Latino-americanos e sua influência nas pesquisas de recepção midiática. Professora de cursos de pós-graduação e graduação há mais de 12 anos, ministrou cursos de televisão e rádio para estudantes de Jornalismo e Publicidade, além de Teorias da Comunicação