Considerado fundamental para o desenvolvimento da produção industrial, a inovação também é tida pelos representantes do setor como um elemento capaz de movimentar a competitividade do mercado. E é justamente sobre esse tema que nós vamos falar agora, especificamente da atuação dos Institutos SENAI de Inovação.
Eu sou Marquezan Araújo, da Agência do Rádio Mais, e convido o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do SENAI CIMATEC da Bahia, Daniel Mota, para explicar como funciona o Instituto no estado e no Brasil.
Daniel, é um prazer. Para dar início, eu gostaria explicasse o que são os Institutos SENAI de Inovação?
“Os Institutos SENAI de Inovação foram criados pelo Departamento Nacional do SENAI com programas que a gente entende, de certa forma, como sem fronteiras regionais. Então todos os Institutos que fazem parte dessa rede têm uma atuação nacional. Aqui no CIMATEC, nós temos três Institutos SENAI de Inovação: um na área de Automação, outro Conformação e União de Materiais e o outro, de Logística. Esses Institutos atuam nacionalmente, então todas as empresas que têm base no Brasil, elas são apoiadas por esses Institutos.”
Você poderia explicar como funciona todo o processo dentro dos Institutos, principalmente no estado da Bahia?
“Como funciona a operação: junto com as empresas, discutem uma necessidade dessa empresa em relação a um projeto de inovação e a gente faz uma conexão com essa rede de parceiros. Se não existir de dentro da rede de parceiros a gente conecta com outras parceiras também. Busca a fonte de financiamento, a exemplo de recursos da ANP. Então a gente busca uma solução que a gente possa entregar, de financiamento desses projetos, desenvolve os projetos e conjunto, e entrega os resultados de volta para as empresas.”
Qual era o principal objetivo dos Institutos SENAI de Inovação quando eles foram criados?
“O objetivo dos institutos quando implantados, foram de dar transversalidade às competências para atendimento e aumento da competitividade da indústria nacional. Então eles operam dentro de uma rede. É uma rede que se complementa às competências de cada um dos Instituto. Esse mapeamento foi feito de uma forma inteligente no sentido de conectar a demanda e conectar os agentes dessa rede.”
Outra pergunta que eu gostaria de fazer ao nosso convidado sobre o mesmo assunto é: quantas empresas, atualmente, recebem apoio dos Institutos instalados no estado da Bahia?
“Quando a gente está falando do SENAI CIMATEC e os Institutos relacionados a ele, a gente está falando de um atendimento regional de 30 a 40 empresas, que já temos atendido desde a implantação dos Institutos de Inovação e nacionalmente a gente já tem parcerias com mais de 100 empresas que integram esse atendimento dos Institutos relacionados ao SENAI CIMATEC.”
Daniel, acabamos de descobrir quem será o novo presidente do Brasil e quais serão os representantes dos governos estaduais pelos próximos quatro anos. Qual a sua expectativa em relação à atenção que a área de inovação terá com a nova gestão?
“É muito importante para os governos, agora nesse movimento, que fomentem isso ainda mais. A nossa expectativa é, de fato, que recursos que elevam o desenvolvimento do país a outro patamar, precisam ser não só mantidos, mas precisam ser crescentes.”
Para encerrar, qual a mensagem que você deixa para as pessoas que nos ouviram, em especial aos que estão inseridos nas atividades comerciais da indústria?
“Eu deixaria o recado para que os empresários, para que os autônomos, para pessoas que colocam o tema de tecnologia e inovação como prioritário que venham conhecer a gente, conheçam os Institutos e procurem ‘parceirizar’ com esses Institutos, que acaba sendo uma solução interessante. Não só de financiamento, mas soluções interessantes de acelerar esse processo de desenvolvimento tecnológico.”
Chegamos ao fim da nossa entrevista. Eu gostaria de agradecer a sua participação. Eu sou o Marquezan Araújo. Obrigado pela sua companhia e até a próxima.