A morte de macacos é um indicativo da circulação do vírus da Febre Amarela. Dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES- MG) mostram que entre 2017 e 2018, foram registrados mais de 1.500 casos de adoecimento ou morte de primatas. Desse total, 121 foram confirmados com a presença do vírus da doença. Como explica a secretária de Estado de Saúde de Minas Gerais, Janaina Fonseca Almeida, os animais são as primeiras vítimas dos mosquitos, pois eles indicam que o vírus está presente na região.
“O macaco é a primeira vítima da Febre Amarela. Então, antes de começar a picar os humanos, o mosquito pica primeiro o macaco. Quando um macaco morre de Febre Amarela é um sinal de que o vírus está circulando naquela região. O que faz com que o sistema de saúde se atente e reforce a vacinação, porque, provavelmente se tem epizootias, que são mortes de macacos, algum tempo depois vai ter casos humanos também.”
No período de monitoramento, entre 2017 e 2018, a Secretaria de Saúde de Estado divulgou que os municípios que mais registram casos de adoecimento e morte de macacos foram Uberlândia, com 112 casos, Montes Claros, com 85, Juiz de Fora, com 62, Belo Horizonte, com 53, e Uberaba, com 41 casos confirmados, colocando todo o estado em alerta. O vírus da Febre Amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores. Por isso, é muito importante que a população se vacine, pois é a única forma de prevenção contra a doença, como afirma a secretária de saúde.
“A vacina é segura e importante. Ela é individual e todos precisam estar vacinados, porque se não o risco de adoecer é muito grande.”
Todos acima dos nove meses de idade devem se vacinar. Cerca de três milhões de pessoas ainda não se imunizaram no estado. Ao todo, são 4.078 postos de vacinação em Minas Gerais. Procure o Posto de Saúde mais perto de você e vacine-se. Para mais informações, acesse: portalms.saude.gov.br. Ministério da Saúde, Governo Federal.