Educação·23 de agosto de 2018

Educação profissional é alternativa para integrar jovens sem escola e emprego ao mercado de trabalho

<p>Quase sete milh&otilde;es de brasileiros com idade entre 18 e 24 anos n&atilde;o trabalham e nem estudam</p>

Por Agência do Rádio
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Por Aline Dias

Mais de 30% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos não trabalham nem estudam, segundo a última Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2018. São 6,9 milhões de jovens que não avançam na escolaridade e na qualificação, o que dificulta a inserção e a permanência no mercado de trabalho.

“Isso é quase um terço dessa faixa etária, o que é muito grave, muito preocupante. Não só pela baixa produtividade que isso propicia, mas também pelo conjunto de outros problemas sociais relacionados ao engajamento desses indivíduos na sociedade, além dos problemas de transgressão daí decorrentes”, alerta o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi.

Os jovens são os que mais sofrem com o desemprego no Brasil. Enquanto a taxa da população geral sem ocupação fechou em 12,4%, no segundo trimestre, entre os trabalhadores dessa faixa etária a taxa ficou em 26,6%, segundo dados do IBGE. O levantamento mostra que existem 4,1 milhões de jovens com dificuldades de encontrar uma vaga no mercado de trabalho. No total, são 13 milhões de desempregados no país.

MAIS: Pnad aponta 13 milhões de desempregados no país

Para Lucchesi, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) alinhada à educação profissional, é a ferramenta ideal para superar esse quadro. “Para essa população, a qual o estado não cumpriu suas funções mais elementares, a EJA, associada ao ensino profissionalizante, teria um papel absurdamente emancipador e transformador, colocando um enorme desafio de ampliar a inclusão social na sociedade brasileira e criando, com isso, mais oportunidades de emprego, trabalho e empreendedorismo para esse contingente populacional”, destaca.

Propostas para o Brasil crescer
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou aos candidatos à Presidência da República, em julho deste ano, propostas para aumentar a competitividade da indústria e do Brasil, com o objetivo de construir, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional. Entre as propostas, elaboradas com base no Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022, lançado no início do ano, está o fortalecimento da educação.

Segundo o professor e pesquisador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), Jairo Eduardo Borges de Andrade, a educação profissional é discutida há décadas como importante ferramenta para o crescimento do país.

“O que nós vimos depois da metade do século passado, especialmente depois da década de 80, foi o aparecimento da discussão da importância da educação para melhorar a competitividade. Isso aparece em função de mudanças no mundo do trabalho, em função de uma nova etapa da globalização”, explica.
 

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