Saúde·17 de abril de 2018

DOURADOS (MS): Tuberculose acende sinal de alerta no município

Por Agência do Rádio
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Por ter uma das maiores concentrações indígenas do País e uma grande população carcerária, segmentos mais sensíveis à transmissão da Tuberculose, os moradores de Mato Grosso do Sul têm de ficar atento à doença. Por ano, o estado registra cerca de 900 casos. Só em 2017, por exemplo, Dourados apresentou 136 novos casos de Tuberculose. Esses dados revelam que a população, não só de Dourados, mas também de Terenos, Jaraguari, Campo Grande e os outros municípios do estado, deve ficar atenta aos sintomas, que geralmente são tosse por mais de três semanas, febre vespertina e suor noturno, apresentando os sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e fazer os exames. Se for o caso, iniciar o tratamento o quanto antes. A coordenadora do Centro de Referência em Tuberculose de Dourados, Célia Valério, explica que o mais importante é o tratamento.

“O primeiro tratamento, que são quatro antibióticos que são utilizados, no primeiro tratamento a chance de cura é quase 100%, desde que o paciente faça o uso correto da medicação. Agora, se ele tem abandono, o que acontece? Essa bactéria vai ficando resistente a esses antibióticos. Então, na próxima vez que ele for tratar essa medicação já não vai fazer mais efeito.”

Mas perigoso ainda é que, além de ter um tratamento mais longo e com remédios mais fortes, o paciente que abandona o tratamento pode transmitir a bactéria numa forma mais resistente para as pessoas. Eunice Cunha, de 61 anos, mora em Campo Grande e trabalha com diagnósticos da Tuberculose no Laboratório Central de Saúde Pública do estado. Ela conta que também contraiu a doença.

“Eu tive lesão fechada na perna e pensava em tudo quanto era possibilidade de problema de pele. Pensei em fungo, pensei numa bactéria mais resistente, mas não conseguia pensar em Tuberculose, porque a biopsia não era compatível com a Tuberculose. Eu fiz vários exames como baciloscopia, cultura, que é o exame que a gente faz quando tem Tuberculose, e todos deram negativo.”

O caso foi de difícil identificação por se tratar de um tipo mais raro da doença. Eunice teve Tuberculose cutânea, uma forma da doença que não é transmissível. Ela acredita ter contraído no laboratório em que trabalha. Mas, o mais importante é que, mesmo com essas complicações, Eunice concluiu os nove meses de tratamento e ficou curada.Fique ligado! A forma mais comum de Tuberculose é a pulmonar. Tossiu por mais de três semanas, está suando demais à noite, perdendo peso? Corra para a unidade de saúde mais próxima! Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br/tuberculose.

#TBtemCura

 

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