Nos Estados Unidos, após uma briga com a namorada, o jovem Dick Cheney decide apostar na carreira política para crescer financeiramente e melhorar de vida. Ele se aproximou do Partido Republicano, se tornando assessor de Donald Rumsfeld.
Pouco tempo depois, o ex-presidente americano Richard Nixon renunciou ao cargo no poder, e isso fez com que Cheney tivesse mais visibilidade como republicano, dentro do parlamento.
Anos depois, George W. Bush também decide se candidatar à presidência, e convida Cheney para ser vice-presidente. Cheney coloca a condição de não ter um cargo apenas ilustrativo, mas tomar decisões importantes e ter mais responsabilidades.
Essa história será contada no filme “Vice”, que estreia no dia 31 de janeiro nos cinemas de todo o Brasil. Dick Cheney é interpretado por Christian Bale, que concorre ao Oscar de melhor ator e foi vencedor do Prêmio Globo de Ouro. Ao lado dele, Amy Adams, que interpreta a esposa de Cheney, concorre à categoria de melhor atriz coadjuvante.
A história de Dick Cheney é surpreende e faz duras críticas aos republicanos. O tema central é mostrar o que foi feito durante o governo Bush para que a chapa se mantivesse no poder e para ter a confiança do povo. Em meio a ordens de guerras e explosões, Christian Bale mostra o lado sombrio de Cheney. Ao mesmo tempo que demonstra preocupação e cuidado pela esposa e pelas filhas.
A direção de Adam McKay já é marcada por interrupções nas cenas, com piadas e comentários que acabam não deixando o filme fluir tão bem quanto deveria. Mas mesmo assim, McKay concorre à categoria de melhor diretor no Oscar 2019.
O longa é marcado, principalmente, pelo roteiro. Existe uma história a ser contada e ela realmente é bem explicada para o espectador. Em inúmeros momentos, o filme deixa uma pulga atrás da orelha sobre as decisões tomadas pelo governo norte-americano em relação a outros países. “Vice” estreia no próximo dia 31 nos cinemas.
Reportagem, Sara Rodrigues