Cinema·15 de maio de 2018

DIVERSÃO EM PAUTA: Estreia nos cinemas documentário sobre o impeachment de Dilma em 2016

<p>Junto com &quot;Entre-La&ccedil;os&quot; e &quot;A Abelha Maia&quot;, &quot;O Processo&quot; chega &agrave;s telas de cinema nesta quinta-feira (17)</p>

Por Agência do Rádio
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Afinal, foi impeachment ou foi golpe? A resposta a essa pergunta diz muito do posicionamento político e social de quem a responde. E a esse questionamento que "O Processo", filme de Maria Augusta Ramos, que entra em cartaz nesta quinta, nos cinemas, leva à reflexão. O longa documental mostra os bastidores das articulações políticas no Senado que levaram ao afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff. Diferente de outro longa do gênero – "Um domingo de 53 horas", que trata do julgamento na Câmara dos Deputados, mas ainda sem data de lançamento, "O Processo" mostra o olhar por trás das câmeras. Se propõe a, como uma mosca, acompanhar as reuniões pouco reveladoras de senadores do PT durante o julgamento na comissão especial que tratou do caso há dois anos.

O filme é uma boa aula da história do Brasil. Mas a direção, que deixa evidente de que lado está do muro que dividiu o país em 2016, peca muitas vezes por ser só mais uma reprodutora de um fato triste da história brasileira, e pouco reveladora dos bastidores. Não há depoimentos para a câmera e quem conversava ou articulava diante dela até tentava, mas não disfarçava estar bem consciente de que ela estava ali. E todo cuidado com cada palavra que seria dita era tomado. A senadora Gleisi Hoffmann, então, que o diga.

Há cenas engraçadas no filme, a maioria delas protagonizadas pela autora do processo que deflagrou o impeachment, a advogada Janaína Pascoal. Seja quando ela se alonga antes de uma sessão, seja quando para tomar um Toddynho no canudo, tirar fotos com fãs e aliados. Ou mesmo bradar como uma pastora em pregação. Há papéis definidos e, claro, de quem está do lado do bem e de quem está do lado do "golpe".

A parte mais interessante fica por conta do mea culpa do ex-ministro de Lula e Dilma Gilberto Carvalho que, numa das raras declarações dos petistas, admite que o partido falhou como os movimentos sociais e com a comunicação com o povo.

"O Processo" já participou de pelo menos seis festivais internacionais este ano, tendo levado o prêmio de melhor filme no Visions du Réel, na Suíça. Se você acha que foi impeachment, certamente terá muitas ressalvas ao ver o filme. Se acha que foi golpe, vai perceber ali a costura de um grande acordo nacional.

E do outro lado do mundo, chega também aos cinemas brasileiros o drama japonês "Entre-Laços". Igualmente premiado em festivais internacionais, incluindo o de Berlin, o filme estreia em 17 de maio, marcado como o Dia Internacional contra a Homofobia. Conta a história de Tomo, uma menina de 11 anos abandonada pela mãe que passa a viver com o tio Makio. Ele tem um relacionamento com a transexual Rinko, uma bondosa enfermeira que acolhe a garota com o amor materno que lhe falta. No início, Tomo se mostra confusa ao descobrir a verdadeira identidade da companheira do tio, mas logo vai descobrindo o verdadeiro e real significado de família: aquele baseado no respeito e no afeto.

Achou muito intenso para o seu coração? Calma que tem lançamento bem levinho. Se você gosta de animação e quer levar os filhos ao cinema, entra em cartaz "Abelha Maia: o filme". Maia é uma jovem abelhinha que, cansada da vida monótona na colmeia, decide viver aventuras épicas ao lado do seu melhor amigo Willy. Mas, como o mundo é perigoso para uma pequena abelha, essa simpática criatura de cabelos loiros e corpo de riscas amarelas e pretas vai se aventurar – e, pra isso, contar com a ajuda do gafanhoto Flip.

É, não tem desculpa. Há, sim, bons motivos para ir ao cinema este fim de semana.

Eu sou o Hédio Júnior, da Agência do Rádio Brasileiro. Aproveite!
 

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