Brasil·18 de janeiro de 2019

Diretor que iria comandar o Enem tem nomeação suspensa um dia após ser oficializado no cargo

<p>Murilo Ferreira iria assumir o cargo de diretor de avalia&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica do Inep</p>

Por Agência do Rádio
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O governo federal decidiu, nesta quinta-feira (17), suspender a nomeação de Murilo Resende Ferreira. O economista iria assumir a coordenação do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. A nomeação foi feita na noite da última quarta-feira (16) através de uma portaria assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Na noite desta quinta, também em edição extra do Diário Oficial, Lorenzoni assinou outra portaria em que declarava a nomeação de Ferreira “sem efeito”. O ministro não informou o motivo de sua decisão.

O economista iria assumir o cargo de diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep. Doutor em economia pela FGV, Ferreira foi aluno do curso online de filosofia de Olavo de Carvalho, uma das pessoas influentes no governo Bolsonaro.

No entanto, a indicação de Ferreira gerou polêmica. O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, afirmou que a nomeação demonstrava compromisso com uma visão de que o Enem seria um instrumento de “doutrinação”.

Defensor das ideias do programa Escola Sem Partido e crítico do que classifica como “ideologia de gênero”, Ferreira chegou a chamar os professores brasileiros de “manipuladores” que não querem “estudar de verdade” durante uma audiência pública no Ministério Público Federal de Goiás, em 2016.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes

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