Saúde - Covid-19·25 de junho de 2020

“Diagnosticar para Cuidar” o novo programa de testagem em massa para a Covid-19

“Diagnosticar para Cuidar” pretende testar cerca de 44 milhões de pessoas com testes rápidos ou moleculares

Por Luciano MarquesJornalista há 20 anos, com experiência em diversas mídias, passando por rádio e a TV, mas, mais especificamente, nos principais jornais impressos da capital, Correio Braziliense e Jornal de Brasília. Além disso, exerceu a profissão em importantes órgãos, como Ministério da Educação, Procuradoria Geral da República, Ministério da Saúde, Banco Central e Ministério do Meio Ambiente. Em todos eles, desempenhou as funções de redação, edição, revisão de textos, fotojornalismo, assessoria, entre outros.
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Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na noite desta última quarta-feira (24), o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia, anunciou uma nova estratégia da pasta para o enfrentamento do novo coronavírus. Trata-se do “Diagnosticar para Cuidar”, programa de testes em massa que pretende testar 46,5 milhões de brasileiros, o equivalente a 22% da população para a Covid-19.

Segundo o secretário, a estratégia do Ministério da Saúde foca um maior diagnóstico no interior do País, uma vez que a amostragem nestes municípios menores é insuficiente para se traçar um panorama mais amplo.

“A estratégia desse programa se baseia no comportamento epidemiológico que hoje temos no Brasil, onde um quantitativo enorme de municípios, com o número de casos pequenos, abre uma janela de oportunidades para fazermos a testagem da população brasileira que vive no interior do Brasil. Essa é basicamente a estratégia planejada do Diagnosticar para Cuidar”, destaca Correia.

A nova estratégia nacional de vigilância epidemiológica e laboratorial para Covid-19 terá duas frentes. Uma chamada de “Confirma Covid-19”, pretende aplicar o teste de diagnóstico molecular em 24,5 milhões de pessoas, e outro, denominado “Testa Brasil”, vai aplicar testes de diagnóstico sorológico em outros 22 milhões de brasileiros.

A maior novidade é que o programa vai expandir a testagem para os pacientes que estão com Síndrome Gripal. Até então, os testes eram aplicados apenas nos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“Vamos expandir essa testagem para as Unidades Sentinelas para coletar 100% dos pacientes com Síndrome Gripal, junto à atenção básica e nos centros de atendimento a Covid-19.  Vamos dar capacidade para o município de testar e priorizar grupos que o gestor local possa entender que seja importante”, afirma Correia.

Segundo o Ministério da Saúde, são definidos como Síndrome Gripal os quadros respiratórios agudos, caracterizados por pelo menos dois sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza e distúrbios olfativos ou degustativos. No caso de crianças, considera-se também a obstrução nasal e, em idosos, síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência.

Ampliação da notificação

Outra novidade trazida pela pasta é a ampliação dos critérios de confirmação dos casos da Covid-19. Baseado no que se define como uma Síndrome Gripal ou um caso de SRAG, agora podem ser confirmado de cinco maneiras: critério laboratorial (realização de testes), critério clínico epidemiológico (investigação de clínica de contato com infectado nos últimos 14 dias), critério clínico com imagem, critério clínico (análises de sintomas análogos à doença) e critério laboratorial em indivíduo assintomático.

Desse modo, os próximos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde em relação a Covid-19 já devem demonstrar essa ampliação de notificação, com a confirmação de novos casos se dando por meio desses cinco critérios.

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Segundo o Ministério da Saúde, são definidos como Síndrome Gripal os quadros respiratórios agudos, caracterizados por pelo menos dois desses sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza e distúrbios olfativos ou degustativos. No caso de crianças, considera-se também a obstrução nasal e, em idosos, síncope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência.

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Sobre a repórter

Luciano Marques

Jornalista há 20 anos, com experiência em diversas mídias, passando por rádio e a TV, mas, mais especificamente, nos principais jornais impressos da capital, Correio Braziliense e Jornal de Brasília. Além disso, exerceu a profissão em importantes órgãos, como Ministério da Educação, Procuradoria Geral da República, Ministério da Saúde, Banco Central e Ministério do Meio Ambiente. Em todos eles, desempenhou as funções de redação, edição, revisão de textos, fotojornalismo, assessoria, entre outros.