Brasil·26 de maio de 2020

DF: SENAI recupera e devolve para rede de saúde 17 ventiladores pulmonares

Acordo com SES-DF e IGES-DF permitiu o conserto dos aparelhos, essenciais no combate à covid-19; entidade prevê confecção de um milhão de máscaras

Por Jalila ArabiJornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.
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Um acordo de cooperação técnica entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a Secretaria de Saúde e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde permitiu o reparo de 17 ventiladores pulmonares no DF. Esses equipamentos estavam parados por falta de manutenção e, agora, reforçarão o tratamento de pacientes com dificuldades respiratórias graves em decorrência da covid-19. Desses, cinco já foram encaminhados para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), referência no combate ao novo coronavírus, e um ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

Os demais estão em fase de finalização dos reparos. Todos os equipamentos passaram pelo processo de limpeza e desinfecção, diagnóstico, identificação de falhas, manutenção, testes de funcionamento e por calibrações, que certificam se o equipamento hospitalar está apto para uso. Além disso, as máquinas passam por simulações, para garantir as condições de funcionamento.

“Temos contribuído bastante nesse sentido. Começamos pelos respiradores, equipamentos extremamente importantes, que cuidam de vidas e que têm feito muita falta”, comenta o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), Jamal Jorge Bittar.

Bittar adianta que o setor industrial tem contribuído também com a produção de outros equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs. “Estamos à frente de uma produção de máscaras. Estruturamos uma rede a partir do SENAI, com o sindicato de vestuário, para atender à demanda muito crescente desse equipamento, ainda mais com a abertura gradual do comércio”, aponta.

O presidente da FIBRA prevê um primeiro lote com um milhão de máscaras. “Isso nos anima porque usaremos uma rede de 1,5 mil pequenos empreendedores e que têm sentido muito a falta de renda”, garante.



O secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo Filho, classifica esse apoio do SENAI como “fundamental”. “O mundo inteiro tem dificuldade com a aquisição de respiradores. Quando colocamos o Sistema S recuperando respiradores com a nossa engenharia clínica, isso dá uma resposta muito rápida à sociedade”, pontua. 

Na opinião do gestor, os respiradores são os equipamentos mais necessários para a população, “uma vez que o novo coronavírus afeta o sistema respiratório das vítimas, fazendo às vezes do pulmão”.

Instrutores do SENAI das áreas de Eletrotécnica, Eletrônica, Engenharia Elétrica, Engenharia Biomédica, Segurança do Trabalho e Engenharia Mecânica participaram desse trabalho de reparo dos respiradores. Além deles, profissionais da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Federal de Brasília (IFB), da montadora Mercedes-Benz, do Sindicato das Indústrias Fabricantes e de Reparação e Manutenção de Máquinas, Aparelhos e Equipamentos Industriais, Elétricos e Eletrônicos (Sindeletro/DF) e do movimento ‘Brasília Maior que a Covid-19’ também colaboram com a ação.

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O SENAI do DF também vai produzir máscaras, em parceria com indústrias de vestuário. A previsão é de que sejam confeccionadas um milhão de unidades no primeiro lote. Segundo a instituição, a iniciativa ajudará na renda de mil e quinhentos pequenos empreendedores locais.
 
Reportagem, Jalila Arabi.
 

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Sobre a repórter

Jalila Arabi

Jornalista formada há 15 anos e pós-graduada em língua portuguesa, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Antes de ingressar na redação do Brasil61, passou por importantes órgãos, como Inep/ MEC, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Frente Nacional de Prefeitos e Federação Nacional dos Policiais Federais, além de realizar cobertura dentro do Congresso Nacional. Experiência também em gerenciamento de crise, redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo de rádio e assessoria.