Brasil·25 de novembro de 2019

Dermatologista cria projeto para tratar rosto de mulheres vítimas de violência

Projeto pioneiro "Um Novo Olhar" atende gratuitamente mulheres que sofreram agressões, fortalecendo a autoestima e ajudando na recolocação delas na sociedade, incluindo os âmbitos familiar e profissional

Por Cintia MoreiraEm uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.
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Nesta segunda-feira (25) é comemorado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Por isto, decidimos falar sobre um projeto pioneiro, chamado “Um Novo Olhar”.
Criado pela Dra. Carla Góes, cirurgiã especializada em Dermatologia Laser e qualidade de vida, o projeto tem como objetivo restaurar as marcas da violência doméstica.

“A última, que eu estou atendendo agora, foi vítima de 17 facadas no rosto; do marido, pais dos filhos dela. Então, o projeto Um Novo Olhar faz toda a reconstrução facial, desde lasers cicatrizantes, lasers anti-inflamatórios e também os que vão apagar as cicatrizes”, conta.

Além disso, de acordo com a cirurgiã, o projeto visa fortalecer a autoestima das pessoas agredidas e ajudar na recolocação dessas mulheres na sociedade, incluindo os âmbitos familiar e profissional.

“Não é apenas reconstruir. É dar e devolver esta autoestima, para que a mulher tenha forças suficiente para sair do seu lar até uma delegacia para dar queixa e ficar livre dessa situação de agressão e de violência contínua”, disse.

A médica dedica um dia da semana para fazer o atendimento gratuito, no Itaim Bibi, em São Paulo. O projeto conta também com a participação de parceiros e profissionais das áreas jurídica e psicológica. Agora, aquelas mulheres que não moram em São Paulo, podem entrar em contato com a profissional pelo Instagran umnovoolhar_oficial.

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A médica dedica um dia da semana para fazer o atendimento gratuito, no Itaim Bibi, em São Paulo. O projeto conta também com a participação de parceiros e profissionais das áreas jurídica e psicológica. Agora, aquelas mulheres que não moram em São Paulo, podem entrar em contato com a profissional pelo Instagran umnovoolhar_oficial.

Reportagem, Cintia Moreira
 

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Sobre a repórter

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.