Desenvolvimento Regional - Desenvolvimento regional·01 de setembro de 2023

Conscientização nas escolas é caminho para a redução de desastres naturais

Em bate-papo on-line realizado nesta quinta-feira (31), especialistas defenderam a abordagem do tema prevenção como forma de gerir riscos e preparar a população para lidar com as consequências de um desastre

Por Redação Brasil 61
Áudio · 00:02:19
Ouvir áudio · 00:02:19Copiar texto

Nesta quinta-feira (31), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) realizou mais um Bate-papo com a Defesa Civil. O tema da 15ª edição do projeto foi a educação na gestão de riscos e desastres. Os participantes defenderam a escola como aliada para levar informações que irão preparar os alunos para serem agentes de proteção e defesa civil.

O debate foi mediado pela coordenadora de Fortalecimento da Defesa Civil Nacional, Loiane Souza, e contou com a participação da secretária municipal de Proteção e Defesa Civil da cidade de Guidoval, em Minas Gerais, Joyce Cruz; da doutora e pesquisadora em Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Rejane Lucena; da coordenadora do programa Cemaden Educação, Rachel Trajber, e do professor Augusto Ribeiro, de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

A coordenadora Loiane iniciou o bate-papo apresentando um trecho de publicação produzida pelo MIDR sobre a gestão integrada de riscos e desastres.

"A educação que dialoga com a Gestão de Riscos e Desastres (GRD) deve cuidar sobretudo de evitar que os desastres aconteçam, apoiando a compreensão de suas causas, reduzindo as situações e populações vulneráveis, além de engajar a sociedade para trabalhar em parceria de forma preventiva. E também colaborar na preparação do exercício de autoproteção em situações de emergência que não puderam ser evitadas", apontou.

A pesquisadora Rejane Lucena destacou que o debate precisa estar presente em diversas áreas, com o objetivo de envolver toda a população.

"Paulo Freire nos faz refletir que a educação é a busca da transformação da realidade pela ação e reflexão humanas. Nessa lógica, precisamos dialogar com as diversas áreas do conhecimento sobre os riscos, as vulnerabilidades e os problemas urbanos e como podemos desenvolver ações que possam mitigar os riscos de desastres na comunidade. Para fazer isso, é preciso estar dentro de ambientes de educação formal e não formal, trazendo essa reflexão", disse.

Rachel Trajber reforçou o papel da escola como protetora da sociedade. "A função social da escola é de construir conhecimentos de forma intergeracional e não apenas de reproduzir informações, protegendo a sociedade. Atualmente, precisamos pensar na resiliência e no aumento da frequência e na intensidade dos desastres, que sempre chamamos de socioambientais. Assim, as escolas devem construir novos conhecimentos na relação com as suas comunidades, reforçando o trabalho de prevenção", disse.

Troca de experiências

A secretária Joyce Cruz contou a experiência em Guidoval. Segundo ela, a campanha “Aprender para prevenir”, promovida em 2021, foi o pontapé inicial para discutir o tema nas instituições de ensino da cidade.

“Com a campanha, entramos nas escolas para mostrar o trabalho da defesa civil municipal. Em Guidoval, nós temos um apoio muito forte da rede educacional, inclusive do estado. Além disso, temos uma lei que obriga a falar de defesa civil em sala de aula. As crianças gostam de falar sobre o assunto e são incentivados a isso. Não foi um desafio implementar esses projetos porque a adesão foi muito boa”, relatou.

Já o professor Augusto Ribeiro explicou como a escola atua na formação de agentes de transformação da sociedade. "Aqui, em Jaboatão dos Guararapes, na Escola Adelaide Pessoa Câmara, temos grandes parceiros na prefeitura, que abraçam projetos relacionados à preservação e à redução de riscos. A escola é a formadora de opinião e consegue, de fato, trazer a excelência para o pensamento dos nossos discentes. Dessa maneira, eles se tornam aptos a disseminar o conhecimento entre a comunidade escolar, que são os familiares e amigos, e isso faz com que eles se tornem agentes de transformação", destacou.

A série Bate-papo com a Defesa Civil é realizada uma vez por mês, com transmissão pelo canal do MIDR no YouTube.

Confira abaixo a íntegra do evento:

A escola pode ser uma grande aliada na prevenção e redução de desastres naturais. Esse foi o principal ponto abordado na décima quinta edição do Bate-papo com a Defesa Civil.

Promovido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o MIDR, o evento reuniu especialistas para debater a educação na gestão de riscos e desastres. Para conferir a íntegra da discussão, acesse http://mdr.gov.br .

A coordenadora de Fortalecimento da Defesa Civil Nacional, Loiane Souza, foi a mediadora do encontro. Ela destacou a importância de engajar estudantes e outros membros da sociedade para que haja uma atuação preventiva em relação aos desastres.

SONORA LOIANE - 2:29 a 2:57

"A educação que dialoga com a Gestão de Riscos e Desastres (GRD) deve cuidar sobretudo de evitar que os desastres aconteçam, apoiando a compreensão de suas causas, reduzindo as situações e populações vulneráveis, além de engajar a sociedade para trabalhar em parceria de forma preventiva. E também colaborar na preparação do exercício de autoproteção em situações de emergência que não puderam ser evitadas"

Uma das palestrantes foi Joyce Cruz, que é secretária municipal de Proteção e Defesa Civil de Guidoval, em Minas Gerais. Ela contou um pouco sobre como a prefeitura atua de mãos dadas com as escolas para levar informações úteis e envolver os alunos nas ações.

SONORA JOYCE - 20:02 a 20:50

Aqui em Guidoval a gente tem o apoio muito forte da rede educacional, tanto o município quanto o estado. Nós estamos sempre trabalhando juntos, estamos sempre organizando o calendário de ações juntos. A nossa cidade tem uma lei que já obriga também que fale de defesa civil nas escolas, não como disciplina obrigatória, mas projetos de forma transversal também. Temos muito o apoio do Ministério Público nessa cobrança, então isso já ajuda muito e faz com que a gente também, além de fazer porque gosta e ama, a gente faz também porque existe uma legalidade nesse sentido"

Para saber mais sobre as ações federais em proteção e defesa civil, acesse mdr.gov.br

Reportagem, Alessandro Mendes

Últimas notícias

Ibovespa

Ibovespa recua 1,15% com queda da Vale e cenário externo negativo

Dólar

Dólar sobe 0,23% e fecha cotado a R$ 5,04

Obras

TCU aponta dez obras rodoviárias prioritárias que precisam de recursos para conclusão até 2027

ApexBrasil

SIAL Paris: empresas brasileiras ampliam busca por mercados externos em meio a tarifas dos Estados Unidos

Loteria

Resultado da Lotofácil 3811 de hoje (22/10/2026): números sorteados

Sobre a repórter

Redação Brasil 61