Saúde·05 de julho de 2019

Busca ativa tem sido prioridade no RN para diagnosticar e tratar casos de hanseníase

Atualmente a hanseníase tem tratamento e cura

Por Raphael CostaO repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.
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A hanseníase é uma infecção causada por uma bactéria que é transmitida por meio das vias aéreas, como tosse e gotículas de saliva, por meio de um contato próximo e prolongado de uma pessoa doente sem tratamento para outra. A doença é uma das mais antigas do mundo, e ainda hoje, acomete cerca de 150 países, entre eles o Brasil. Apesar da luta contra a doença enfrentar inúmeros desafios, os avanços da medicina e a intensificação de ações estratégicas implementadas já melhoraram em muito a vida de pacientes que são diagnosticados com a doença. Atualmente a hanseníase tem tratamento e cura. Infelizmente, na época em que o pedreiro aposentado Francisco Inácio Bezerra, de 77 anos, morador de Macaíba, foi infectado pela bactéria, a realidade era outra. Ele lembra da falta de tratamento e do isolamento que enfrentou com o pai, a mãe e os cinco irmãos.

“Quem primeiro teve foi meu pai. O médico descobriu e aí e disse ‘isso aí é hanseníase e você vai ter que ser internado no leprosário’. E na época não tinha tratamento para gente ficar bom, a gente só controlava. Aí foi uma situação tão difícil para nós, as pessoas ficavam discriminando a gente... E um pouco depois eu adoeci. Aí já tinha remédio. Eu tomei o medicamento, me curei, mas já estava muito aprofundada a doença, aí ficaram as sequelas nas mãos”.

O desconhecimento de Francisco sobre os primeiros sintomas da hanseníase fez com que ele e os irmãos tivessem o diagnóstico tardio, fato que o levou a ter a condição conhecida como mão em garra, em que os dedos ficam bem curvos. Por isso, é preciso ficar atento porque a doença pode acometer qualquer pessoa. No Rio Grande do Norte, em 2017, foram registados 253 novos casos. Para intensificar a busca ativa de pessoas infectadas e fazer o diagnóstico precocemente, a Secretaria Estadual de Saúde tem planejado ações durante todo o ano. Quem dá mais detalhes é a subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Norte, Alessandra Lucchesi Menezes.

“Todas as ações durante o ano foram intensificadas nos municípios e nas nossas regionais. Então, no ano passado, nós executamos um inquérito de buscas escolares e essas ações intensificaram as capacitações de profissionais para o diagnóstico durante o último mês de janeiro.”.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.

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Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.

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Sobre a repórter

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.