Saúde·16 de junho de 2020

BORBA (AM): Posto de Coleta de Leite Humano registra queda de 40% na doação de leite materno

Entre janeiro e abril do ano passado, foram coletados 13,5 litros

Por Felipe MouraFormado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.
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Diminuiu em 40% a quantidade de leite materno doado ao Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) Cantinho do Leite Maria Adriana Moreira, no município de Borba. Entre janeiro e abril do ano passado, foram coletados 13,5 litros. Já neste ano, foram apenas 8,1 litros, apontam os dados da Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O número de doadoras também caiu: de 12, em 2019, para oito neste ano. Os dados refletem tendência nacional, apontada pelo Ministério da Saúde. De acordo com o órgão, houve redução de 5% no número de doadoras de leite materno, em todo o país. Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, o ministério garante que é possível manter a rotina de doação com os cuidados necessários, tanto da doadora, quanto dos Bancos de Leite Humano. 

Autoridades em saúde destacam a importância do leite materno para ajudar na sobrevivência de bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 330 mil bebês nascem prematuros por ano no Brasil e precisam da doação de leite materno.

A coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Ana Braga — referência no Amazonas — Maria Elizabeth Hardman, faz um apelo às mães que têm leite materno excedente. 

“É extremamente importante, porque temos bebês precisando desse leitinho. Uma gotinha de leite materno faz a diferença na vida de um bebê prematuro. A mulher que esteja com excedente de leite, em fase de amamentação, que tenha esse desejo no coração de fazer a doação para o Banco de Leite Humano mais próximo. Os bebês vão ficar eternamente agradecidos.”

A mãe Luciana da Silva Távora foi surpreendida com o nascimento prematuro da filha. Após ver a bebê ser internada em uma UTI Neonatal, ela contou com ajuda do banco de leite para complementar a alimentação da pequena.

“A minha filha ainda não se alimenta 100% do meu peito, porque não tenho uma produção suficiente. É muito recente – ela nasceu prematura. Ela recebe alimento de outra mulher. Isso é amor, é vida, é amar o próximo. Eu fico muito feliz por isso.”

O Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) Cantinho do Leite está localizado na Avenida Amazonas, bairro Cristo Rei. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), há coleta do leite materno em domicílio, com o auxílio de taxistas parceiros. A coleta ocorre de segunda à sexta-feira, das sete da manhã às sete da noite. Para doar, basta ligar para o telefone (92) 3512-1104. O posto de coleta funciona de segunda a sábado, das sete da manhã às cinco da tarde. 

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

LOC.: Diminuiu em 40% a quantidade de leite materno doado ao Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) Cantinho do Leite Maria Adriana Moreira, no município de Borba. Entre janeiro e abril do ano passado, foram coletados 13,5 litros. Já neste ano, foram apenas 8,1 litros, apontam os dados da Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O número de doadoras também caiu: de 12, em 2019, para oito neste ano. Os dados refletem tendência nacional, apontada pelo Ministério da Saúde. De acordo com o órgão, houve redução de 5% no número de doadoras de leite materno, em todo o país. Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, o ministério garante que é possível manter a rotina de doação com os cuidados necessários, tanto da doadora, quanto dos Bancos de Leite Humano. 

Autoridades em saúde destacam a importância do leite materno para ajudar na sobrevivência de bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 330 mil bebês nascem prematuros por ano no Brasil e precisam da doação de leite materno.

A coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Ana Braga — referência no Amazonas — Maria Elizabeth Hardman, faz um apelo às mães que têm leite materno excedente. 

TEC./SONORA: Coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Ana Braga, Maria Elizabeth Hardman

“É extremamente importante, porque temos bebês precisando desse leitinho. Uma gotinha de leite materno faz a diferença na vida de um bebê prematuro. A mulher que esteja com excedente de leite, em fase de amamentação, que tenha esse desejo no coração de fazer a doação para o Banco de Leite Humano mais próximo. Os bebês vão ficar eternamente agradecidos.”

  A mãe Luciana da Silva Távora foi surpreendida com o nascimento prematuro da filha. Após ver a bebê ser internada em uma UTI Neonatal, ela contou com ajuda do banco de leite para complementar a alimentação da pequena.

TEC./SONORA:  Luciana da Silva Távora, mãe

“A minha filha ainda não se alimenta 100% do meu peito, porque não tenho uma produção suficiente. É muito recente – ela nasceu prematura. Ela recebe alimento de outra mulher. Isso é amor, é vida, é amar o próximo. Eu fico muito feliz por isso.”

LOC.: O Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) Cantinho do Leite está localizado na Avenida Amazonas, bairro Cristo Rei. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), há coleta do leite materno em domicílio, com o auxílio de taxistas parceiros. A coleta ocorre de segunda à sexta-feira, das sete da manhã às sete da noite. Para doar, basta ligar para o telefone (92) 3512-1104. O posto de coleta funciona de segunda a sábado, das sete da manhã às cinco da tarde. 

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.
 

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Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.