Saúde·28 de janeiro de 2019

BOLETIM DA SAÚDE – PGM 138

Por Agência do Rádio
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Olá, ouvintes, muito bem vindos a mais nova edição do nosso programa! É uma enorme satisfação ter a atenção de vocês para passar algumas informações importantes e notícias sobre saúde pública. E no programa de hoje, eu, Janary Damacena estou no estúdio da Rádio Saúde com o Fabrício Lázaro, que opera a mesa de som. E para apresentar os destaques dessa edição, está ao meu lado a Aline do Valle. O que temos para esse boletim Aline?

Olá todos vocês que estão nos acompanhando! Janary, o nosso programa vai continuar tratando sobre o verão e alguns cuidados que as pessoas devem ter com a chegada dessa estação. O Boletim da Saúde desta semana começa com um assunto muito sério: a depressão pós-parto. É aquela situação em que o bebê nasceu e você, como mãe, percebe que não está feliz em estar perto dele. Que está cansada o tempo todo, sente muita tristeza, não consegue dormir bem – nem nos momentos em que o bebê dorme – não tem mais vontade de sair de casa...

Pois é, fique atenta: esses são sintomas da depressão pós-parto. Mas antes de sentir-se culpada por isso, saiba que isso não é uma falha de caráter ou uma fraqueza. Pelo contrário, muitas mulheres passam por isso. Mas na grande maioria dos casos, os sintomas são imperceptíveis. A jornalista Patrícia Cordeiro, por exemplo, só percebeu que tinha sofrido com esse tipo de depressão quase um ano depois do nascimento do primeiro filho.

“É uma tristeza profunda, é uma tristeza que não passa e muitas vezes te impede de ter prazer de estar com seu filho. E além de uma tristeza profunda, a solidão da maternidade que é muito pesada e chegava a doer fisicamente. Doía fisicamente: dor no peito, uma agitação que eu não sabia de onde vinha e uma dificuldade de me relacionar com as pessoas”.

O ideal é que todos aqueles que estão ao redor da mãe – seja o parceiro ou parceira, tios, amigos e até vizinhos - prestem atenção aos pequenos detalhes que vão desde observar se ela tem prazer em tomar banho, arrumar os cabelos e conversar, até se tem prazer em estar com o filho – e não apenas cumpre uma obrigação.

“As pessoas param de pensar na mãe quando a criança nasce. A mãe passa a ser um personagem invisível no processo de maternidade. Então não é só ajuda prática, é suporte emocional. É abrir a porta de casa e ao invés de perguntar “cadê o bebê”, perguntar: “- Como você está? Do que você precisa? O que você gostaria que eu fizesse pra te ajudar?”. E estar atento aos sinais”.

Mas para se deixe enganar, a depressão pós-parto pode atingir até mesmo nós, homens! Por isso, tanto a mãe quanto o parceiro precisam ser assistidos com atenção. Ofereça ajuda, evite que os novos pais fiquem isolados, e ajude-os a manter pensamentos positivos.

E se você tem depressão pós-parto, o tratamento imediato pode ajudar a administra os seus sintomas e desfrutar de seu bebê. Saiba mais em saude.gov.br/depressaoposparto.

Mas vamos continuar com nosso giro pelas notícias da saúde pública e voltar nossa atenção para o calor do verão! E a Ingrid Castilho vai conversar conosco para explicar alguns detalhes sobre a importância de tomar cuidados com a alimentação nessa época do ano. Quer dizer que não é só colocar o nosso lanchinho num pote ou vasilha e ir para praia, Ingrid?

Não Janary e, para começar, é importante saber que lanche colocar na mochila ou na bolsa térmica. Afinal, alimentos guardados de maneira errada podem ter consequências graves, como intoxicação alimentar. Então, para não cair no risco de estragar toda a diversão, preste atenção às dicas da nutricionista Raquel Botelho.

“Não levar esses salgados que você já compra pronto, que você não sabe há quanto tempo que ele foi feito, que levou frango carne e frango e carne. Porque frango e carne estragam com mais facilidade e têm mais chances de proliferar bactérias. Agora comida pronta mesmo . Tem muita gente que às vezes quer é levar a comida: ‘ah! Sobrou alguma coisa do jantar...”. – e levar uma comida já pronta de casa. Não aconselho. A gente não sabe como isso foi condicionado da hora que foi servido no jantar para ser servido de novo no dia seguinte; se ficou na geladeira no tempo suficiente...Normalmente são produtos com carne frango que são mais perecíveis”.

A carne de frango e carne vermelha não são as únicas com risco de proliferar bactérias. Raquel faz um alerta para um tipo de carne ainda mais perigoso.

“Agora o que a gente não pode pensar de jeito nenhum: frutos do mar, peixes, coisas com pescados. Por quê? Estragam muito mais rápido do que em carne bovina um frango. Então qualquer salgado que leve alguma dessas coisas é muito arriscado levar de casa ou comprar para levar para praia. Porque eles estragam, normalmente, com um tempo muito curto”.

O ideal para o lanche, então, é escolher frutas frescas ou frutas secas, biscoitos de sal, castanhas, sucos de fruta e água de coco. Lembre-se: um passeio saudável é muito mais divertido.

Muito obrigada pelas informações Ingrid! E vale a gente lembrar, também, de que em altas temperaturas não podemos nos esquecer de beber bastante líquido, principalmente água. E atenção especial às crianças e idosos! E com essa última informação chegou ao fim o nosso programa.

Se você gostou das reportagens ou quiser saber mais sobre algum tema do nosso programa, basta acessar nossa playlist em SoundCloud.com/ministeriodasaude. Muito obrigada pela audiência e obrigada pela companhia Janary. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.

E para continuar acompanhando outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa, Aline! 

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