Saúde·30 de junho de 2018

BOLETIM DA SAÚDE – PGM 109

Por Agência do Rádio
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 SINOPSE:

O Boletim da Saúde vai falar sobre a Operação Gota do Ministério da Saúde que leva vacina para as regiões de mais difícil acesso como aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas e rurais. Além disso, por conta da semana que marca o Dia do Orgulho LGBT vamos mostrar um pouco da importância de reduzir as desigualdades também no campo da saúde. Por fim, vamos apresentar a proposta que está em estudo pelo Ministério da Saúde para mudar o esquema de tratamento da Hanseníase.

 

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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.

 

LOC DEBORA: Olá, ouvintes do Boletim da Saúde. Bem vindos a mais nova edição do nosso programa! Eu sou Debora Rocha e a partir de agora convido todos a acompanharem as notícias que estão em destaque na saúde pública e conhecer mais a respeito das ações que o Ministério da Saúde tem desenvolvido para melhorar a sua qualidade de vida! E para isso eu estou aqui no estúdio com meu colega Janary Damacena que vai nos apresentar esses destaques! Fala pra gente Janary, o que temos de notícias hoje.

LOC JANARY: Olá Debora e ouvintes. Para o nosso programa desta semana temos muitas notícias boas! Vamos falar sobre a Operação Gota do Ministério da Saúde que leva vacina para as regiões de mais difícil acesso como aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas e rurais. Além disso, por conta da semana que marca o Dia do Orgulho LGBT, vamos ressaltar a importância de reduzir as desigualdades também no campo da saúde. Por fim, vamos apresentar a proposta que está em estudo pelo Ministério da Saúde para mudar o esquema de tratamento da Hanseníase. E sobre esse assunto, quem traz os detalhes é a repórter Luiza Tiné. Explica pra gente, Luiza, o que proposta é essa.

LOC LUIZA: Oi Janary! Olha só, o que o Ministério da Saúde está fazendo é avaliando uma mudança no esquema de tratamento da Hanseníase para o esquema de Multidrogaterapia Única. A proposta está em estudo pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec. Se for aprovada, ela vai oferecer aos pacientes a opção de um tratamento único tanto para quem tem poucas bactérias no corpo, quanto para quem tem muitas. Esse novo esquema também visa reduzir em seis meses o tempo de tratamento que hoje varia entre um ano e um ano e meio. A expectativa é de que, com a mudança, os pacientes tenham mais qualidade de vida, como explica a coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha.

“Para o paciente que tá tomando a medicação reduzir de um ano - 12 meses - para seis meses isso traz um benefício enorme para ele. Isso faz uma maior adesão ao paciente ao tratamento em relação a não ter falta, a não abandonar o tratamento - que é diferente um ano para seis meses. Favorece também ao paciente menor risco de efeitos adversos Por que reduz o tempo de tratamento”.

 

LOC LUIZA: É importante a gente ressaltar que a hanseníase pode atingir qualquer pessoa em qualquer idade. Por isso, devemos estar atentos aos sinais. O principal deles é a presença de manchas na pele com alteração de sensibilidade. E vale lembrar que, em breve, o tratamento para a hanseníase será oferecido gratuitamente pelo SUS.

LOC DEBORA: Muito obrigado pelas informações Luiza. E vamos continuar com nosso giro de notícias para falar de um tema muito importante para reduzir as desigualdades nos atendimentos na saúde pública. No último dia 28, foi comemorado o Dia do Orgulho LGBT e, por isso, nós vamos mostrar um pouco do que o Ministério da Saúde tem feito para diminuir as desigualdades e o preconceito também no campo da saúde. A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa tem dialogado com os vários movimentos das populações LGBT para construir e exercer o princípio da igualdade nos atendimentos do Sistema Único de Saúde, por meio de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde.

LOC JANARY: Exatamente Debora! E para isso, surgiu em 2011 a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. A política considera a orientação sexual e a identidade de gênero como determinantes sociais da saúde, e pretende enfrentar as vulnerabilidades relacionadas a essa população e diminuir a discriminação e exclusão social. Essa política apresenta os esforços das três esferas de governo e da sociedade civil organizada na promoção da saúde. E quem explica mais a importância dessa política é o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Daniel Canavese.  

“Ela é importante por que justamente essas questões de identidade de gênero e orientação sexual quando não percebidas de uma maneira concreta implicam em questões de discriminação e, portanto, no afastamento desses usuários do atendimento integral à saúde. Então ela é bastante importante nesse sentido para que a gente possa favorecer a Equidade e de grupos populacionais”.

LOC DEBORA: E uma das principais ações desenvolvidas pela Política Nacional de Saúde LGBT é a ampliação do Processo Transexualizador no SUS: entre a instituição do Processo Transexualizador no SUS, em 2008, e a publicação da Portaria em 2013, havia quatro serviços habilitados nesta especialidade. Agora o número de serviços foi ampliado, passando de cinco em 2016, para 10 serviços habilitados até junho de 2018. Esse serviço é importante, Janary, porque para muitas pessoas uma coisas simples como ter de falar o nome em público, pode se tornar uma dificuldade quando o nome tem um gênero e a pessoa outro. E foi isso que nos contou a Maria Helena Xavier, de 28 anos. Há três anos ela aguarda para realizar cirurgias do Processo Transexualizador. 

"A população trans hoje sofre toda a questão de violência de estado por conta disso, porque a sociedade da gente é o primeiro nome, que é o nome civil e o gênero sexo que foi dado a licitante registra eles são imutáveis. Assim meu nome civil não representa nada para mim, o nome civil ele representa uma escolha né que não passou por mim e eu não preciso mais ter que reafirmar o que eu não acredito. Hoje eu sei quem eu sou e hoje eu tenho a vida que eu sempre quis ter".

LOC JANARY: Mas esse procedimento não é simples. O SUS oferece essa possibilidade, mas são necessários diversos cuidados físicos e mentais para que pessoa possa realizar antes de se submeter ao processo, como afirma a Jéssica Bernardo, que é analista Técnica de Políticas Sociais do Ministério da Saúde.

 

 

“O SUS é um sistema universal ele precisa garantir o atendimento de saúde para todos os cidadãos e no caso as pessoas trans, tem essa demanda específica de saúde que é a transição de gênero. E para transição de gênero ter benefício para saúde da pessoa, tanto física, quanto mental, para não causar nenhum malefício, ela precisa ser acompanhada por profissionais de saúde. Então ela precisa ser acompanhada por psicólogos, às vezes também por psiquiatras, por endocrinologistas, clínicos gerais, farmacêuticos, assistentes sociais, fonoaudiólogo, então são vários trabalhadores da saúde que precisam acompanhar essa transição de gênero para que a pessoa tenha toda a segurança nos procedimentos em que ela está realizando com seu próprio corpo”.

 

 

LOC DEBORA: É importante a gente destacar que outras ações são realizadas, como cursos de acolhimento e humanização para as equipes de saúde que atendem essas populações, entre outras medidas.

LOC JANARY: E vamos passar para a última notícia do nosso programa de hoje. Debora, você sabia que desde 1975 o Ministério da Saúde distribui vacinas em todo território brasileiro? Eu não sabia, mas o nosso repórter Pedro Paulo Souza tem os detalhes. Conta pra gente Pedro!

LOC PEDRO: Pois é, Janary. A cada ano são enviadas cerca de 300 milhões de doses vacinais para todo o país. O que faz do Brasil um dos países mais imunizados do mundo. E para alcançar regiões de mais difícil acesso como aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas e rurais, o Ministério desenvolve a Operação Gota – que, leva vacinas a esses locais com o auxílio de aeronaves da Força Aérea Brasileira.A Operação começou em 20 de maio e já fez diferença para o indígena Aelson Gomes, da etnia do Alto Rio Negro. Ele mora na comunidade Jerusalém que fica na Região do Alto Rio Negro – fronteira entre a floresta amazônica e a Colômbia. Para chegar a uma Unidade de Saúde ele precisa viajar por horas em um barco.

“Eu tomei uma vacina contra a gripe. Isso é muito importante. Até minha filha tomou quatro vacinas contra vários tipos de doenças. Muitas vezes a gente não tem condições de descer pra São Gabriel para ser vacinado, comprar remédio. E essa missão facilita a nossa vida do que descendo pelo rio, passando várias dificuldades. E eles chegando aqui na nossa comunidade já é grande oportunidade pra nós de ser respeitado, de ser valorizado...”

 

 

LOC PEDRO: Dezenas de profissionais estão envolvidos na distribuição e aplicação das doses vacinais. Eles são do Ministério da Saúde, Ministério da Defesa e Aeronáutica. A enfermeira do Distrito Sanitários Especiais Indígena do Alto Rio Negro, Kelly Andreza Silva, conta um pouco da rotina de quem está envolvido.

“Geralmente ela começa as 4h30 da manhã. Onde se inicia a organização dos imunobiológicos, sensos vacinais, serignas e materiais de bolso. A missão é de suma importância para o nosso DSEI Alto Rio Negro. Onde podemos levar os imunibiolgicos às aldeias de mais difícil acesso e imunizar várias pessoas, fechar esquema vacinal... e em pouco tempo”.

LOC PEDRO: A ação termina em 26 de setembro. Serão distribuídas cerca de 12 mil doses de vacinas - que devem alcançar aproximadamente 785 localidades de mais difícil acesso geográfico em 25 municípios nos estados do Amazonas, Acre, Pará e Amapá.

LOC JANARY: Muito obrigado pelas informações Pedro. E com essa explicação chegou a hora de nos despedirmos e encerrar o programa desta semana. Obrigado pela companhia Debora, e também a você que nos acompanhou em mais esta edição do Boletim da Saúde. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.

LOC DEBORA: E para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Janary!

ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Janary Damacena. Reportagem Luiza Tiné e Pedro Paulo Souza. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Ministério da Saúde.

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