No Boletim da Saúde desta semana vamos explicar como o Brasil vai bater recorde no número de transplantes de órgãos, tecidos e células realizados no país, por causa do aumento de doações de órgãos. Além disso, vamos falar sobre a vacina contra HPV, que pode ajudar na prevenção contra o aparecimento de câncer em homens e mulheres. Também vamos apresentar algumas dicas importantes para você se manter atento ao trânsito e evitar acidentes. Por fim, fechamos o boletim com uma rápida notícia sobre o evento da Organização das Nações Unidas para acelerar as ações de combate à tuberculose em todo o mundo.
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ABERTURA: Boletim da Saúde. Parceria Rede Nacional de Rádio e Ministério da Saúde.
LOC JANARY: Olá, queridos ouvintes do Boletim da Saúde. Sejam todos muito bem vindos ao programa desta semana. Eu sou Janary Damacena e vou apresentar as notícias com maior destaque na saúde pública! E nessa edição vamos trazer informações variadas a respeito de vacinação, cooperação internacional e trânsito. Tudo para que você e sua família tenham as melhores informações para cuidar da saúde de todos. E aqui no estúdio da Rádio Saúde, quem está comigo para apresentar este programa é a Débora Rocha. Diga para nossos ouvintes quais os destaques dessa edição, Débora.
LOC DEBORA: Olá Janary e ouvintes. No Boletim da Saúde desta semana vamos explicar como o Brasil vai bater recorde no número de transplantes de órgãos, tecidos e células realizados no país, por causa do aumento de doações de órgãos. Além disso, vamos falar sobre a vacina contra o HPV, que pode ajudar na prevenção contra o aparecimento de câncer em homens e mulheres. Também vamos apresentar algumas dicas importantes para você se manter atento ao trânsito e evitar acidentes. E para começar, vamos chamar o repórter Carlos Américo para falar um pouco sobre o evento da Organização das Nações Unidas para acelerar as ações de combate à tuberculose em todo o mundo. Então Carlos, o que podemos falar a respeito desse tema?
LOC CARLOS: Pois é Débora, pela primeira vez na história da Organização das Nações Unidas, a ONU, foi realizada uma reunião com ministros da saúde de vários países para debater estratégias para combater a tuberculose, uma das doenças que mais mata pessoas no mundo. Segundo dados da OMS, em 2017, a tuberculose foi responsável por mais de um milhão e meio de mortes por todo o planeta. Além disso, um quarto da população mundial pode desenvolver a doença. O ministro da Saúde do Brasil, Gilberto Occhi, participou da reunião e ressaltou a importância dos investimentos em tecnologia para tornar mais efetivas as medidas de combate à tuberculose.
“Não podemos deixar nenhuma pessoa ou família afetada pela tuberculose para trás. É preciso proteger os mais vulneráveis. É necessário prevenir, diagnosticar e tratar todas as pessoas afetadas pela doença de modo Universal. É essencial desenvolvermos tratamentos mais simples, eficazes a preços acessíveis e de qualidade. O desenvolvimento de uma vacina mais eficaz resultaria em forte diminuição dos casos de tuberculose no mundo, da mesma forma que diagnósticos rápidos e regime de tratamento encurtado”.
LOC CARLOS: No ano passado, o Ministério da Saúde do Brasil lançou o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. A proposta é diminuir o número de pessoas que são acometidas pela doença, chegando a menos de 10 casos por 100 mil habitantes até o ano de 2035, além de reduzir as mortes para menos de um óbito por 100 mil habitantes. Essas metas são um compromisso que o Brasil assumiu com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
LOC JANARY: Muito obrigado pelas informações Carlos. E, durante a apresentação do Brasil, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, também comentou que a cooperação internacional é um grande passo para eliminar situações que possam beneficiar a proliferação da tuberculose pelo mundo.
LOC DEBORA: Então vamos seguir com as notícias do nosso Boletim, e passar para a importância da vacina contra o HPV, que é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas através de relação sexual. Quem tem mais detalhes é a repórter Aline do Valle.
LOC ALINE: Débora, uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 290 milhões de mulheres no mundo vivem com a doença, sendo 70% infectadas pelos tipos 16 e 18, que são de alto risco para o desenvolvimento de câncer do colo do útero. Por isso, a vacina contra HPV é a principal forma de prevenção contra o aparecimento do câncer do colo de útero. Nos homens a vacina protege contra os cânceres de pênis, orofaringe e ânus. Além disso, previne mais de 98% das verrugas genitais e doenças de difícil tratamento. No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelos serviços de saúde pública para meninas de 9 a 14 anos, e para os meninos de 11 a quatorze anos. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica como funciona a vacinação.
“Esquema vacinal é de duas doses com intervalo mínimo de seis meses entre cada dose. Então quem tomou a vacina no primeiro semestre, agora é o momento de estar tomando a segunda dose. Lembrando que nós estamos fazendo uma mobilização para chamar atenção da necessidade de voltar a receber essa segunda dose agora a partir do mês de setembro. Porque só completando o esquema vacinal, ou seja, recebendo as duas doses é que esses adolescentes estarão devidamente protegidos”.
LOC ALINE: Ainda de acordo com Carla Domingues, o adolescente que está na fase de tomar a vacina, precisa receber uma dose. Apesar disso, mesmo que já tenha tomado à primeira dose a mais de seis meses, não é preciso recomeçar o processo, basta tomar a segunda dose para ficar protegido.
LOC JANARY: Muito obrigado pelas informações Aline! E vale a pena ressaltar que mais de 20 milhões de adolescentes brasileiros devem buscar os postos de saúde para receber a vacina HPV. Segundo estudo realizado pelo projeto POP-Brasil, em 2017, a prevalência estimada do HPV é de 54%, e que 37% dos participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.
LOC DEBORA: Agora vamos com uma ótima notícia! O Brasil vai bater recorde no número de transplantes de órgãos, tecidos e células realizados no país, por causa do aumento de doações de órgãos. Quem traz as informações é a repórter Patrícia Cordeiro.
LOC PATRÍCIA: É isso mesmo Débora, se os números se mantiverem como no primeiro semestre deste ano, a expectativa é alcançar, até o final de 2018, 2.200 transplantes de fígado, 130 de pulmão e 382 de coração. Segundo a projeção, os transplantes de medula óssea também vão alcançar seu maior número na série histórica, que é o de 2.684. Mas a história da doação de órgãos é, também, uma história de amor que envolve o doador, a família de quem doa e a pessoa que recebe. Aos dez anos de idade a menina Ana Júlia Alves precisou de um transplante de coração e a espera não durou muito. Um ano depois do transplante, Júlia fala de como era a vida antes e depois da doação.
“Antes era, tipo, tudo ruim. Eu não conseguia nem pintar meus desenhos, não conseguia pentear o cabelo, beber água era muito ruim... Agora, hoje eu já posso fazer tudo isso, eu já posso brincar, posso correr, posso fazer tudo”.
LOC PATRÍCIA: Os dados foram apresentados nessa quinta-feira (27), quando também foi lançada a Campanha Nacional de Incentivo à Doação. Neste ano o slogan é “Espalhe amor. Doe Órgãos”. Por isso, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adeílson Cavalcante, fala da importância de conscientizar a população para avisar a família pelo desejo de ser um doador de órgãos.
“Nós temos que falar com as pessoas, temos que falar com o coração das pessoas. As pessoas têm que ver todos os dias exemplos positivos. E ver também as dificuldades, porque é um momento delicado por trás de um ato de solidariedade. A política pública esbarra em determinado momento de eficiência, mas ela não pode tudo. E a população tem que ter a certeza de que vai encontrar condições adequadas”.
LOC PATRÍCIA: O balanço aponta crescimento de 7% no número de doadores efetivos de órgãos, passando de 1.653 para 1.765. Em números absolutos, o país conta com 3.530 doadores, em todo o ano de 2018. Esse número é 86% a mais que em 2010.
LOC JANARY: Muito obrigado pela participação Patrícia! E antes de encerrar o programa desta semana, vamos falar um pouco a respeito da segurança no trânsito, não é mesmo Débora?
LOC DEBORA: Exatamente Janary! A cada dia que passa é possível vermos muitos motoristas desrespeitando algumas leis muito importantes para a segurança de todos que estão pelas ruas: o motorista, as pessoas que estão com ele, outros motoristas e até pedestres. O uso do celular tem se tornado campeão das infrações. Dirigir e usar celular ao mesmo tempo é uma infração de trânsito porque tira a atenção do motorista de onde ele deveria estar mais focado: a pista! Segundo o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, Glauber Peixoto, a desatenção no trânsito já é uma das principais causas de acidentes fatais pelas estradas do Brasil.
“É importante que o condutor ele mantenha o foco no trânsito! Um segundo, dois segundos de distração pode ser tempo necessário para se provocar um acidente grave. Na velocidade de 80 km por hora, por exemplo, ele percorre 22 metros por segundo, então o tempo que a pessoa pega o celular e abre uma mensagem ultrapassa 34 segundos o que são quase 100 metros em que a pessoa não vai observar a via, não vai observar a situação do trânsito, não vai observar um ciclista, um pedestre, podendo provocar muitos acidentes”.
LOC JANARY: É Débora, e o Código de Trânsito Brasileiro classifica como "gravíssima" a infração de quem é flagrado mexendo ao celular enquanto dirige, o que gera multa e pontos na carteira. Além disso, é preciso fazer um alerta aqui: o uso de celular também é um risco para os pedestres. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito, está aumentando o registro de atropelamentos de pessoas que estavam distraídos com o seu smartphone no momento de atravessar uma rua ou um cruzamento. Mas essa dica muito importante, nosso programa fica por aqui. Muito obrigado pela audiência e obrigado pela companhia Debora. Uma ótima semana para todos e até o programa que vem.
LOC DEBORA:E para continuar acompanhando essas e outras notícias do Ministério da Saúde basta acessar o portal saúde.gov.br e as nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude. Uma ótima semana para todos e até o próximo programa Edmar!
ENCERRAMENTO: Boletim do Ministério da Saúde. Apresentação Débora Rocha e Janary Damacena. Reportagem: Aline do Valle, Patrícia Cordeiro e Carlos Américo. Trabalhos técnicos de Fabrício Lázaro e Ricardo Xavier. Realização Ministério da Saúde.