Agronegócios·08 de novembro de 2018

BOLETIM AGRO: O que esperar de Tereza Cristina como ministra no governo Bolsonaro

Por Agência do Rádio
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Olá, meu nome é Raphael Costa. Começa agora mais uma edição do Boletim Agro, programa que traz tudo que você precisa saber sobre o mundo do agronegócio. Para conversar com a gente e apresentar os principais destaques do setor, converso agora com a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas. Seja bem vinda, Carla.

“Olá Raphael, olá ouvintes.”

Vamos começar pelo assunto que agitou o cenário político no país. A deputada Tereza Cristina foi escolhida e aceitou ser ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro. Essa que foi uma indicação da bancada ruralista, né Carla?

“Isso mesmo, a Tereza Cristina foi a indicação de produtores rurais, de representantes da bancada ruralista também. A Tereza Cristina é deputada federal e atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Então, foi uma escolha que atendeu os pleitos do setor, na maior parte do setor com associações, foi muito bem recebida essa indicação da deputada para assumir a pasta. Essa relação que ela já firmou com o Bolsonaro, antes mesmo de ele ser eleito, trazendo o agronegócio para muitas discussões entre o governo de transição e toda essa equipe que vai assumir a partir de 2019. Então, sim, a Tereza Cristina foi bem recebida como ministra da agricultura. E mais do que isso, ela acaba carregando características de um cargo técnico, porque ela é engenheira agrônoma, fez parte de uma série de conselhos ligados ao agronegócio, e ao mesmo tempo, pela questão política. Ela transita muito bem entre os principais partidos brasileiro. Tem um bom trânsito na Câmara, no Senado... tudo isso vai facilitar a defesa e a representação dos interesses da agropecuária nacional no governo de Jair Bolsonaro.”

Carla, agora falando da nossa soja. As perspectivas para 2019 são positivas para o grão?

“É isso mesmo. Mesmo se confirmado o acordo comercial entre China e Estados Unidos, que estão ainda no meio de uma guerra comercial, o que tem favorecido a demanda pela nossa soja, mesmo com isso, as perspectivas para o ano que vem são boas e positivas para os produtores. O acordo entre eles poderia sim pressionar os prêmios pela soja aqui do Brasil, mas ao mesmo tempo poderia elevar as cotações no mercado internacional, na Bolsa de Chicago e ajudar a formar melhores preços aqui no Brasil. Além disso, a demanda interna por óleo e o bom posicionamento do farelo de soja no mercado internacional, também ajudariam a enxugar a oferta. Então, o fato é, a China ainda está interessada na soja brasileira e as perspectivas para o ano que vem são bastante positivas.”

A Conab divulgou a estimativa de quanto será colhido na safra 2018/2019. São esperados bons números nessa colheita, Carla?

“Sim, os produtores brasileiros devem colher uma safra de grãos entre 233,7 e 238,3 milhões de toneladas na temporada 2018-2019, segundo os últimos números da CONAB. A soja e o milho continuam sendo destaques entre as principais culturas. As condições climáticas estão favoráveis até o momento, especialmente para a soja, e mais de 80% dessa cultura já foi plantada no Mato Grosso, que é o principal estado produtor dessa cultura. Sabemos que esse ritmo está bem além do registrado no ano passado, e também da média dos últimos cinco anos. Então, as perspectivas para nossa nova safra são bem interessantes e a produção tende a ser de 2,5% a 4,5% superior ao mesmo período do ano passado. Então, boas perspectivas para nossa safra no campo também.”

Perfeito, Carla. Gostaria de agradecer mais uma vez pela sua participação. Muito obrigado e até a próxima.

“Eu que agradeço, Raphael. Até a próxima”

Esse foi mais um Boletim Agro. Muito obrigado pela audiência

#Agro
 

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