Agronegócios·07 de novembro de 2018

BOLETIM AGRO: Em guerra comercial com os EUA, China está de olho na soja brasileira

Por Agência do Rádio
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Olá, meu nome é Raphael Costa. Começa agora mais uma edição do Boletim Agro, programa que traz tudo que você precisa saber sobre o mundo do agronegócio. Para conversar com a gente e apresentar os principais destaques do setor, converso agora com a jornalista Carla Mendes, do Notícias Agrícolas. Seja bem vinda, Carla.

“Olá Raphael, olá ouvintes.”

Carla, o Brasil tem uma safra que vai ser colhida antecipadamente, e já tem gigante da economia de olho nela, é isso?

“É isso mesmo. As chuvas e os produtores se adiantaram e o Brasil deverá colher a soja de 10 a 15 dias mais cedo nesta temporada 2018-2019, com um ritmo que tem sido considerado recorde nos trabalhos de campo. Segundo dados da consultoria AgRural, 60% da área destinada à soja no país já foi semeada, contra 43% do ano passado e frente à média dos últimos anos. Com isso, os chineses já estão contando com essas primeiras ofertas de soja, que devem chegar ao mercado na segunda quinzena de dezembro e no começo de janeiro. Porque com o andamento da guerra comercial com os Estados Unidos, os chineses continuam mirando a nossa soja, principalmente da temporada 2018-2019.”

E por falar nesta guerra comercial, os Estados Unidos elegeram esta semana sua nova Câmara dos Deputados e Senado. O que essa nova configuração política eleita pode mudar neste impasse?

"O Donald Trump diminuiu o apoio na Câmara dos Deputados, já que os democratas ocuparam a maioria das posições. Enquanto isso, no Senado, elevou o apoio, já que a maioria das cadeiras foram ocupadas por representantes republicanos. Dessa forma, a retórica do governo Donald Trump com o governo chinês, sobre essa guerra comercial, deve mudar. Com menos apoio do Parlamente norte-americano, Donald Trump deve aliviar um pouco para a China e o acordo entre as duas maiores economias do mundo deve ficar mais próximo, e essa guerra comercial pode ir chegando ao final. Ainda não há nada efetivado e o acordo ainda não foi firmado entre chineses e americanos”

Carla, agora falando do cenário político aqui do Brasil. A bancada ruralista vai atuar diretamente no governo de transição, conte-nos mais sobre essa situação.

“Exatamente. Nesta semana eles já inicializaram formalmente esse governo de transição e a bancada ruralista vai participar diretamente desse movimento. A Frente Parlamentar da Agropecuária vai ter, pelo menos, três representantes dentro do gabinete montado em Brasília para esse governo de transição. Um desses representantes será a própria presidente da FPA, que é a deputada Tereza Cristina (DEM-MS), e vai garantindo sua participação de forma voluntária nesse governo de transição. Outros dois nome estão sendo discutidos, segundo a própria deputada. Ela ainda afirma que deve ser mais um parlamentar ligada a área ruralista, além de um outro representante técnico, que vão ser sugeridos ao coordenador da transição e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Então, o agronegócio estará bem próximo dessa mudança que acontece entre os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro no início de 2019, e veremos os interesses do agro mais bem representados nesse novo governo, a partir do ano que vem.”

Perfeito, Carla. Gostaria de agradecer mais uma vez pela sua participação. Muito obrigado e até a próxima.

“Eu que agradeço, Raphael. Até a próxima”

Esse foi mais um Boletim Agro. Muito obrigado pela audiência!

#Agro

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