Saúde·11 de janeiro de 2018

BELÉM (PA): Dengue e Zika reduzem casos em 95%, Chikungunya também apresenta queda

<p>Popula&ccedil;&atilde;o deve fiscalizar resid&ecirc;ncias para que o mosquito n&atilde;o se prolifere</p>

Por Agência do Rádio
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Belém teve uma redução de 95% dos casos de Dengue e Zika na região. Foram 75 e duas confirmações para cada doença, respectivamente. Em 2016, as notificações das patologias eram de 1275 e 2000. Além disso, os números da Chikungunya também apresentam redução, com 73 confirmações da doença em 2017. Em um comparativo, em 2016, a cidade de Belém tinha mais de 2000 casos de Chikungunya. Os bairros mais afetados pela doença são Marco, Telégrafo e Pedreira. Cerca de 900 Agentes de Endemias realizam as vistorias em imóveis, que são feitas para conscientizar a população.

ÁUDIO: Acesse a versão desta notícia para emissoras de rádio

O supervisor de Controle Vetorial do município de Belém, Joselino Aguiar, afirma que as ações não melhoram, efetivamente, caso os morados da região não ajudarem a diminuir os criadouros. Ele comenta o que a população pode fazer. “Olha, o que a população pode fazer é não criar ambientes propícios para a proliferação vetorial. Como eu falei antes, não criar nenhuma possibilidade de ter objetos ou utensílios que possam funcionar como criadouro. Se ela não criar essa possibilidade, é lógico que nós vamos diminuir potencialmente o quantitativo de criadouros e, consequentemente, menos a possibilidade de ter pessoas doentes”, disse Joselino.

Apesar dos números baixos, Belém é uma das cidades com maiores notificações do estado do Pará. Isso se deve ao fato da capital ter um alto número populacional. A coordenadora do Plano de Dengue, Zika e Chikungunya do estado do Pará, Aline Carneiro, atenta que, neste final de ano, as incidências do mosquito podem aumentar por conta do aumento das chuvas.

Ela atenta para a capital, onde os problemas pontuais estão relacionados à coleta de lixo na região.“No centro da cidade são feitas coletas de lixo, às vezes, duas vezes por dia e você continua vendo lixos na porta das casas em horários inadequados, expostos a cachorros e rasgar (os sacos de lixo). Então a população, ela muitas vezes não se sente envolvida, e isso realmente dificulta. Ou então ela acha que o papel ainda é do agente”, comenta a coordenadora.

Faça parte dessa luta. Não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida e o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

#combateaedes

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