Os treinos foram intensos, mas Edmilson Silva Souza Neto, 21 anos, de Salvador, alcançou o primeiro de dois grandes objetivos: representar o Brasil na 45ª WorldSkills, competição mundial de profissões técnicas, que vai reunir nesta semana jovens de mais de 60 países em Kazan, Rússia. O foco agora é trazer uma medalha para casa. Ele venceu todas as etapas do processo seletivo do torneio internacional na modalidade de Mecatrônica, e competirá, a partir desta quinta-feira (22), pela delegação brasileira.
Ao lado de Edmilson, estará Ítalo Carlos Costa Gonçalves, 20 anos, como o montador da equipe. Mecatrônica é uma das profissões em que a disputa ocorre em dupla. Esta é a primeira vez na história do torneio que alunos do SENAI da Bahia representarão o estado na categoria.
A prova a que os dois serão submetidos inclui quatro estações. Dessas, apenas uma é conhecida previamente. Na prática, a dupla será desafiada no desenvolvimento de um processo automatizado de produção. “Temos que estar preparados para tudo que vier. A gente treina muito como fazer, procedimentos genéricos, que se encaixam em qualquer modelo de prova, porque qualquer coisa pode acontecer”, avalia Edmilson.
E ele garante que está confiante. Os treinos são feitos há dois anos – mais intensamente desde janeiro, em Brasília, em uma espécie de centro de treinamento, onde os jovens ficaram até a segunda semana de agosto.
“Estou feliz me sentindo preparado e bem para a competição. Tenho vontade de mostrar o resultado de um trabalho que foi plantado há dois anos”, completa o competidor.
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Líder da delegação brasileira na WorldSkills, Marcelo Mendonça, é o responsável pela parte motivacional, organizacional, pelas regras e por manter o estado emocional dos competidores. Também zela pela saúde, ajuda com o uniforme, com a alimentação. Tudo que diz respeito aos cuidados com o competidor está nas mãos dele.
Para Mendonça, o torneio estimula a formação profissional dos jovens e apoia a preparação de profissionais para a indústria. “Precisamos incentivar os jovens a seguir essa vida porque, na formação profissional, temos grandes saídas para o Brasil. Não adianta você ter um diploma de universidade e você não saber fazer. Acho que essa mentalidade europeia está começando a pegar no Brasil. O importante é saber fazer e fazer – não só uma teoria. Então, a WorldSkills é uma forma muito boa de incentivar isso”, pondera.
A competição
Realizada a cada dois anos, a WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo. Jovens de até 25 anos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul disputam modalidades relacionadas a profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Os competidores precisam demonstrar habilidades individuais e coletivas para responder aos desafios de suas ocupações dentro de padrões internacionais de qualidade.
A melhor participação brasileira na história do campeonato foi em São Paulo, em 2015, com 27 medalhas conquistadas, resultado que rendeu o 1º lugar geral. Em 2017, em Abu Dhabi, a delegação manteve o país no pódio, quando terminou em segundo lugar geral com 15 medalhas.
Realizada a cada dois anos, a WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo. Jovens de até 25 anos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul disputam modalidades relacionadas a profissões técnicas da indústria e do setor de serviços.
A melhor participação brasileira na história do campeonato foi em São Paulo, em 2015, com 27 medalhas conquistadas, resultado que rendeu o 1º lugar geral. Em 2017, em Abu Dhabi, a delegação manteve o país no pódio, quando terminou em segundo lugar geral, com 15 medalhas.
Com a colaboração de Camila Costa, reportagem, Paulo Henrique Gomes