Em 2017, o município de Areia Branca entrou na zona de risco de infestação do mosquito do Mapa de Dengue. Por isso, os moradores da cidade, e também do entorno, devem ter a atenção redobrada. Não vamos dar brechas para essas doenças. Francisco Barbosa, que é o coordenador da campanha de combate à Dengue da Secretaria de Saúde do município, explica que os reservatórios domiciliares são uns dos principais pontos de procriação do mosquito.
“Rio Grande do Norte está passando por uma seca violenta. Então, quando se arranja água, imediatamente eles botam tudo dentro de vasilha, certo? Aí são várias vasilhas. Tem gente que não tem muita vasilha grande aí bota em várias. Aí chega o momento de o mosquito vir, por seus ‘ovozinhos’, e se proliferar desse jeito. E a gente todo dia educa esse povo a fechar as vasilhas que tem. Que usam pra tomar banho, beber. Tudo eles guardam. A gente avisa a eles: 'olha, vocês têm que fechar, deixar tudo ‘tampadinho’ porque o mosquito vem e ele se prolifera aqui.”
Dona Maria dos Navegantes, costureira de 53 anos, é moradora da cidade e conta que já foi infectada por Dengue e Chikungunya. Segundo ela, houve uma epidemia na cidade e ela, e muitos outros moradores da rua Mestre Silverio Barreto, contraíram o vírus. Maria desabafa como foi o convívio com as doenças.
“A Dengue, no período dos primeiros dias, é muito violenta. A febre e as dores. Mas a Chikungunya é pior porque deixa sequelas. No início é fácil. Hoje em dia eu sou uma pessoa completamente doente. De um ano pra cá eu tô quase perdendo um pé. Eu sou renal crônica. Multiplicou minha doença. É triste, é horrível.”
Maria diz ainda que, segundo os médicos, ela só não teve maiores complicações porque não se automedicou nas semanas iniciais, erro muito cometido por outras pessoas para amenizar os sintomas. E aí, vamos combater esses vírus? Para eliminar o mosquito, todo mundo precisa fazer sua parte. Essa é uma luta de todos os brasileiros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.