O Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que entre os 20 municípios com maiores taxas de roubos e furtos de celular do país em 2025, 14 são capitais estaduais. No ranking, São Luís (MA) lidera registra 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes, enquanto o Rio de Janeiro (RJ) aparece em 20° lugar com uma taxa de 793,7 no mesmo recorte populacional.
Segundo o Código Penal brasileiro, furto é pegar um bem móvel que pertença a alguém sem que a vítima perceba e sem usar violência, enquanto roubo é subtrair o bem com grave ameaça ou força física.
O estudo revela que os dois tipos de crime – furto e roubo – ocorrem em tendências distintas no país. Enquanto os roubos de celular tiveram redução de 18,6% entre 2024 e 2025, os furtos dos aparelhos tiveram alta de 0,9%. Com essa mudança no padrão criminal, o levantamento revela que seis em cada 10 celulares subtraídos hoje no Brasil são resultado de furtos. Já quatro em cada 10 são derivados de roubos.
Conforme os dados, os furtos, por exemplo, têm maior incidência aos finais de semana: sábados e domingos concentram 34,5%, enquanto os roubos ocorrem mais nos dias úteis (73,1%), com picos às sextas-feiras.
Sazonalidade e festas regionais
A publicação aponta que o pico de ocorrências dos crimes ocorre em meses específicos que coincidem com festividades regionais, o que pode estar associado ao aumento de furtos.
Os resultados apresentados relativos aos furtos indicam que, no Nordeste, o pico ocorre nos meses de fevereiro (9,7%), março (10,3%) e junho (12,8%), que concentram respectivamente pré-Carnaval, Carnaval e São João.
Já no Sul e Sudeste o pico é entre fevereiro e março, o que, segundo o estudo, demonstra o impacto do período de Carnaval – em que os criminosos aproveitam o momento de aglomeração para subtrair aparelhos.
Na Região Norte, a alta dos registros acontece em outubro. O levantamento aponta que o resultado pode estar associado à realização do Círio de Nazaré – procissão católica, que acontece em Belém (PA) e que reúne milhões de devotos.
O levantamento destaca que das 20 cidades do ranking, oito estão na Região Nordeste: São Luís (MA), Salvador (BA), Lauro de Freitas (BA), Olinda (PE), Teresina (PI), Recife (PE), Natal (RN) e Fortaleza (CE). Já as regiões Sul e Centro-Oeste não integram a lista dos municípios com maior número de roubos e furtos de celulares.
Confira o ranking:
- São Luís (MA)
- Belém (PA)
- São Paulo (SP)
- Salvador (BA)
- Lauro de Freitas (BA)
- Porto Velho (RO)
- Manaus (AM)
- Olinda (PE)
- Ananindeua (PA)
- Teresina (PI)
- Recife (PE)
- Cariacica (ES)
- Vitória (ES)
- Marituba (PA)
- Macapá (AP)
- Belo Horizonte (MG)
- Natal (RN)
- Itapecerica da Serra (SP)
- Fortaleza (CE)
- Rio de Janeiro (RJ)
Maior taxa de roubos está em São Paulo (SP)
Apesar da cidade de São Paulo ocupar a terceira posição em termos de taxa, a capital aparece como o principal polo nacional de roubos e furtos de celulares em números absolutos. A capital paulista concentra 5,6% da população e 20% de todos os roubos e furtos de celular do país.
Segundo o Anuário, o resultado evidencia que, além da elevada incidência proporcional, o município exerce papel central na dinâmica nacional do mercado ilícito.
O documento completo pode ser consultado em www.forumseguranca.org.br. Para acessar, é preciso clicar na aba publicações e, em seguida, em anuário. Os dados podem ser baixados em dois formatos, em PDF e em formato de planilha.
São Luís, no Maranhão, lidera o ranking das cidades brasileiras com a maior taxa de roubos e furtos de celulares. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, a capital maranhense registrou mil quinhentas e dezessete ocorrências para cada cem mil habitantes.
Entre as 20 cidades com as maiores taxas do país, 14 são capitais estaduais. Além de São Luís, Belém, no Pará, São Paulo capital, Salvador, na Bahia, e Porto Velho, em Rondônia, aparecem nas primeiras posições do ranking.
Já os municípios situados próximos às capitais que integram a lista com as maiores taxas de roubos e furtos de aparelhos de celular são Lauro de Freitas, na Bahia; Olinda, em Pernambuco; Ananindeua e Marituba, no Pará; Cariacica, no Espírito Santo; e Itapecerica da Serra, em São Paulo.
O levantamento mostra que os furtos de celulares cresceram 0,9% entre 2024 e 2025. Já os roubos caíram 18,6% no mesmo período.
Hoje, seis em cada dez celulares levados por criminosos no Brasil são resultado de furtos, quando o aparelho é levado sem que a vítima perceba. Os outros quatro casos são roubos, com uso de ameaça ou violência.
O estudo também aponta que os furtos são mais comuns aos sábados e domingos, enquanto os roubos ocorrem principalmente nos dias úteis, com maior frequência às sextas-feiras.
Outro destaque do levantamento é a influência das grandes festas populares. No Nordeste, os meses de fevereiro, março e junho concentram mais registros de furtos, período que coincide com o pré-Carnaval, o Carnaval e as festas de São João.
Das 20 cidades com as maiores taxas de roubos e furtos de celulares, oito estão no Nordeste. As regiões Sul e Centro-Oeste não têm municípios na lista.
Embora ocupe a terceira posição no ranking proporcional, São Paulo concentra o maior número absoluto de roubos e furtos de celulares do país, respondendo por cerca de 20% de todas as ocorrências registradas no Brasil.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública está disponível para consulta no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em www.forumseguranca.org.br.
Reportagem, Bianca Mingote