Dados do SESI e SENAI do Amapá mostram que, em 2018, as duas instituições realizaram quase cinco mil matriculas em educação básica, educação de Jovens e Adultos e cursos profissionalizantes. Neste ano, o SESI oferecerá mais quatro mil e trezentas vagas, enquanto o SENAI disponibilizará sete mil quinhentas e quinze.
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Quem teve a oportunidade de estudar em uma dessas instituições, ressalta a importância que tiveram na formação. Um exemplo é o Denerson Carvalho Santos, de 24 anos. O jovem de Macapá iniciou os estudos de técnico em informática no SENAI, em 2015. A dedicação rendeu uma oportunidade de estágio na área na própria instituição em novembro de 2016.
“Foi minha primeira oportunidade profissional no mercado de trabalho com carteira assinada. Assim, como crescimento pessoal, foi muito bom. Eu era uma pessoa muito quieta, muito tímida e o SENAI não me forçou, mas fez com que eu mudasse, falasse mais com as pessoas, perdesse a timidez, que eu falasse com público.”
As conquistas não pararam. Um ano depois, Denerson participou de outro processo seletivo para assistente administrativo, ainda no SENAI, no qual foi contratado. Atualmente, trabalha no núcleo de infraestrutura da instituição. Para ele, os cursos trouxeram benefícios tanto profissionais quanto pessoais.
Denerson é apenas uma das muitas histórias de sucesso que as instituições do Amapá possuem. Mesmo com esse histórico de conquistas, é possível que a realidade mude, caso o Governo Federal corte recursos para as instituições do chamado Sistema S – que inclui SESI e SENAI. O argumento é que esse conjunto de instituições deve se ajustar aos cortes de custos do novo governo.
Os cortes sinalizados pelo governo ainda são incertos, mas podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos anualmente.
Reportagem, Tainá Ferreira