Brasil·21 de outubro de 2017

Aluno que disparou contra colegas foi motivado por Bullying

<p>&quot;Ap&oacute;s fazer os primeiros disparos, o garoto come&ccedil;ou a escolher as v&iacute;timas aleatoriamente&quot;, afirmou o delegado que investiga o caso</p>

Por Agência do Rádio
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O adolescente que abriu fogo contra colegas, na manhã desta sexta-feira (20), matando dois alunos e deixando quatro feridos, em uma escola particular de Goiânia, era vitima de bullying. A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Gonzaga Júnior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (Depai).

De acordo com o Luiz Gonzaga, que concedeu entrevista coletiva na tarde desta sexta (20), uma das vítimas fatais era o principal autor das chacotas que motivaram o adolescente a cometer o crime.

“Ele resolveu executar e matar pessoas. Primeiro esse colega, desafeto dele, e em seguida, ficou com vontade de matar mais. Isso no momento da execução. Ele inclusive se prontificou e falou para todo mundo ‘vocês vão todos morrer’”

O delegado contou que após fazer os primeiros disparos, o garoto começou a escolher as vítimas aleatoriamente. Morreram ainda na sala de aula, os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 14 anos. Os outros quatro alunos feridos (três meninas e um menino) foram levados para um hospital, onde estão internados.

O aluno, segundo a Polícia, teria se inspirado em outros massacres a tiros em colégios e planejou o ataque durante dois meses. A arma usada no crime, uma pistola .40 é da mãe do garoto, Policial Militar, assim como o pai.

O delegado ainda comentou que o autor dos disparos tem histórico de ótimo aluno, sem registros de problemas disciplinares.

O colégio Goyases, onde aconteceu o crime, fica localizado na rua Planalto, no bairro conjunto Riviera. A instituição oferece ensino infantil e fundamental.

Autor dos disparos, o adolescente foi encaminhado para Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais e em seguida para o Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. Policiais foram à casa do menino, com autorização dos pais, para coletarem mais provas que ajudem a resolver o caso.

Com a colaboração de Raphael Costa, reportagem, João Paulo Machado

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