O Dia Mundial de Luta Contra Aids. Neste 1º de dezembro, serão comemorados os 30 anos de combate ao HIV. Apesar de tantas conquistas em relação às formas de diagnóstico, tratamento e prevenção da doença, muito ainda precisa ser feito. O tabu com a Aids ainda é um dos maiores vilões que precisa ser enfrentado. Quem sabe bem disso é o morador de Maceió e professor aposentado Cláudio Vilarins, de 73 anos. Para ele, as pessoas ainda têm muito preconceito em relação a quem vive com HIV.
“Ela tem o estigma da promiscuidade, ela tem o estigma da homossexualidade, ela tem o estigma de que andava transando de mais, de que não tinha parceiro certo, ou parceira certa. Então, esses estigmas sociais, que dizem respeito a questão da sexualidade, eles estão presentes na vida da pessoa que vive com HIV e Aids. Isso seja no nível familiar, seja no nível social.”
É uma pena que, mesmo depois de tantos anos, a população ainda tenha receio em se informar sobre o assunto. E olha que, atualmente, já é muito mais fácil você ser diagnosticado e tratado do vírus. Cláudio conta ainda que, quando foi diagnosticado, em 1995, pouco se sabia sobre a doença. Nem mesmo existiam exames de checagem. Ele diz que, para procurar ajuda, quando sentiu os sintomas da Tuberculose, uma doença clássica de pessoas que portam o vírus, por ter a imunidade mais baixa, teve que ir a centros de coleta de sangue para doação, pois ainda não havia exames para diagnosticar a Aids. E, por isso, quando finalmente recebeu o diagnóstico, a doença já estava em um estágio avançado. Cláudio diz ainda que, nos primeiros anos de tratamento, além da Tuberculose, teve três casos de pneumonia, e sofreu muito com enfraquecimento, diarreia e perda de peso. Hoje, tratar da doença é muito mais prático. Mesmo assim, a gerente do Programa Municipal de IST/Aids, da Secretaria de Saúde de Maceió, Tereza Carvalho, alerta que a população ainda não toma os devidos cuidados.
“Olha, a gente tem um alto índice de diagnósticos tardios. Embora tenhamos um trabalho muito ativo, de busca ativa, com os CTAs itinerantes, com ofertas de testes rápidos em todas as unidades básicas de saúde, a gente ainda tem encontrado muito diagnostico tardio. Todas as pessoas que têm relação sexual desprotegida é importante que, pelo menos uma vez por ano, façam o teste rápido do vírus HIV. Quanto mais rápido a gente sabe do diagnóstico, mais chance existe para que o tratamento seja eficaz.”
Apesar disso, Tereza comemora a baixa taxa de abandono do tratamento. Segundo ela, depois de diagnosticados, cerca de 90% dos pacientes de Maceió dão continuidade e fazem o uso correto das medicações. Participe você também dessa luta. Use camisinha e coneça as outras formas de prevenção combinada no SUS e proteja-se. 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a AIDS. Uma bandeira de histórias e conquistas. Saiba mais em aids.gov.br