A partir de agora, 29 procedimentos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais passam a ser oferecidos à população gratuitamente, pelo SUS. Essas práticas são voltadas ao tratamento e prevenção de diversas enfermidades, como depressão, hipertensão, complicações respiratórias, problemas ortopédicos e doenças circulatórias.
No Acre, a Dança Circular ou Biodança, por exemplo, já estão disponíveis na rede pública de 11 municípios do estado.
Para Marli Maia, enfermeira do Programa Saúde da Família, oferecer novas formas de tratamento para a população é o mesmo que oferecer melhor qualidade de vida.
“As práticas integrativas trazem uma abordagem que coloca a saúde como um todo. Não é só a parte que dói ou a parte que incomoda, mas todo o funcionamento do organismo. Por exemplo, o tai chi chuan é uma prática que faz com que a gente movimente o corpo, coloque os músculos para trabalhar, coloque as articulações para trabalhar e isso fortalece o organismo, fortalece a musculatura, da uma flexibilidade para os movimentos. Então isso é ótimo para qualquer pessoa, mas principalmente para pessoas idosas que têm dores crônicas. Então isso ajuda muito a melhora da qualidade de vida”.
A dona de casa, Ezilma Fernandes, começou a praticar automassagem e tai chi chuan há seis meses e já vê resultados positivos na saúde.
“Eu sou diabética, eu tinha muito problema de arritmia. E agora a minha arritmia foi controlada, bem controlada, inclusive, fiz exames e o médico falou assim: olha tem uma arritmia muito pouquinha, assim bem compatível com o seu problema de saúde. Então melhorou muito. Eu faço aqui tem mais ou menos seis meses e eu noto que a minha qualidade do sono melhorou muito. E não deixo de vir, três vezes por semana eu estou aqui, não deixo de vir”.
Em todo o país, no ano passado, foram registrados quase um milhão e meio de pessoas que usufruíram das práticas integrativas oferecidas pelo SUS. Mas a ideia é que esse número aumente. Somando as atividades coletivas, a estimativa é de que, por ano, aproximadamente cerca de cinco milhões de pessoas participem dessas práticas no Brasil.
Reportagem, Janary Damacena.