A jornalista Amanda Klein leu uma nota da emissora explicando que, conforme decisão do TSE, Lula estava impedido de participar do evento e, por essa razão, o púlpito dele foi retirado. Ainda de acordo com a mediadora, Guilherme Boulos (PSOL) foi o único dos presidenciáveis que se opôs à retirada.
Na chegada ao estúdio, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou aos jornalistas que “não tem púlpito pra bandido aqui não”.
Bolsonaro afirmou, durante uma pergunta à Marina Silva sobre o desarmamento, que foi ele quem fez o pedido à emissora. Logo após a questão, o mediador Boris Casoy ressaltou que a decisão foi tomada por sete dos oito presidenciáveis.
A polêmica do púlpito foi levantada durante o debate também por Álvaro Dias (Podemos), que perguntou à candidata Marina Silva (Rede) o que ela achava da ausência do púlpito. Marina não defendeu Lula e também atacou importantes lideranças do PSDB.
“Um ex-presidente da república que está preso, o candidato que foi para o segundo turno nas eleições de 2014 envolvido em graves crimes de corrupção, como é o caso do senador Aécio Neves, é lamentável. Agora, o que eu vejo nesse momento é que o Brasil precisa dar uma resposta, e esse púlpito vazio já esta preenchido, pelos mesmos que já estavam no palanque anterior, no palanque do candidato do PSDB”.
No primeiro debate presidencial, realizado pela TV Bandeirantes no último dia 7, o púlpito de Lula estava no estúdio, porém vazio. Isso foi o que o PT defendia, para ressaltar a ausência do ex-presidente.
Reportagem, Ana Luiza De Carvalho