Agronegócios - São Paulo·03 de julho de 2023

2023 traz expectativas positivas para o agronegócio paulista

Segundo o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Carlos Nábil Ghobril, o setor do agronegócio conta com um cenário favorável no comércio internacional, especialmente com a China e a União Europeia

Por Sophia SteinFormada em Jornalismo pela Universidade Paulista (Unip) desde 2022. Atuou como editora na Rede Vitoriosa de Comunicações (afiliada do SBT em Uberlândia) e foi repórter no Brasil 61. Atualmente, além de escrever, é responsável pela programação e distribuição das publicações no sistema do portal Brasil 61.
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Nos últimos 2 anos, o agronegócio passou por um aumento de custos com a crise de insumos decorrente do período da pandemia associada às questões climáticas e aos problemas causados pela guerra na Ucrânia, afirma Carlos Nábil Ghobril, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Segundo o coordenador, as estimativas indicam que em 2023 deve haver uma reversão dessas tendências. O setor do agronegócio conta com um cenário favorável no comércio internacional, especialmente com a China e a União Europeia, que fortalece com a questão ambiental e a conservação dos recursos naturais. 

“Os dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) apontam que nos primeiros 5 meses de 2023, em comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações apresentaram crescimento de mais de 7% — o que resulta em saldo da balança comercial do agronegócio paulista positivo em 8 bilhões de dólares nesses 5 primeiros meses”, explica. 

Nábil apresenta que esse resultado é relevante, pois indica superação do resultado de 2022, que tinha mostrado um crescimento de 40% em relação a 2021.“Os números do comércio exterior do agro paulista têm batido recordes sucessivos. Aliado a esse otimismo, o governo anunciou na semana passada o Plano Safra 2023/2024 — de mais de 364 bilhões de reais. Investimento público fundamental para o desenvolvimento do setor”. 

O coordenador expressa que apesar das expectativas positivas, existem algumas preocupações no setor, como por exemplo, a questão climática, que pode ser decisiva com a influência do fenômeno La Niña, que provoca períodos estiagem e um verão mais quente. Além dos desafios climáticos, as margens de lucro também são uma preocupação, visto que os altos custos de produção podem reduzi-las.

“No cenário internacional, as incertezas causadas pela guerra da Rússia na Ucrânia, trazem dúvidas sobre a disponibilidade global de grãos e insumos. No Brasil, a preocupação recai sobre a implementação da política fiscal, principalmente nas questões tributárias, além da expectativa sobre os elevados patamares da taxa Selic, que elevam os custos para o crédito”, comenta. 

O coordenador avalia que as agências ainda divergem nas projeções para os próximos meses, mas todas indicam crescimento do agronegócio brasileiro. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) indica um crescimento de 2,5%, enquanto que o Instituto Brasileiro de Economia da FGV estima 8% e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) projeta um aumento de quase 11%. 

Nábil pontua que, com a elevação das projeções de crescimento da economia brasileira, a queda na inflação e ainda a perspectiva da queda de juros, há uma perspectiva favorável para o agronegócio paulista. A representatividade do setor no Produto Interno Bruto (PIB) do estado tem variado nos últimos anos, de 12% a 15%. Em relação às exportações, o agronegócio representa cerca de 37% de tudo o que é exportado pelo estado de São Paulo. 

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Apesar dos desafios enfrentados pelo agronegócio nos últimos dois anos devido à crise de insumos, mudanças climáticas e a guerra na Ucrânia, o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Carlos Nábil, indica que 2023 promete uma recuperação para o setor.
 

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O coordenador destaca que apesar das diferenças nas projeções de crescimento do agronegócio brasileiro —  com a Confederação Nacional da Agricultura apontando para 2,5% —, o Instituto Brasileiro de Economia da FGV para 8% e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada para quase 11%, todas indicam um crescimento. 

Nábil observa que as condições econômicas atuais, incluindo o crescimento econômico previsto, a queda na inflação e a perspectiva de queda nos juros, são favoráveis para o agronegócio em São Paulo. O setor tem contribuído com 12% a 15% do PIB do estado e representa 37% de todas as exportações paulistas.

Reportagem, Sophia Stein
 

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Sobre a repórter

Sophia Stein

Formada em Jornalismo pela Universidade Paulista (Unip) desde 2022. Atuou como editora na Rede Vitoriosa de Comunicações (afiliada do SBT em Uberlândia) e foi repórter no Brasil 61. Atualmente, além de escrever, é responsável pela programação e distribuição das publicações no sistema do portal Brasil 61.