Saúde - Covid-19·14 de abril de 2021

Covid-19: Falta de ar, o que fazer?

Google Trends mostra que pesquisas sobre a dúvida “Falta de ar Covid, o que fazer?” têm crescido no Brasil nos últimos dias

Por Alan Rios
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O diagnóstico positivo da Covid-19 saiu, o paciente recebeu orientações médicas, mas não foi internado. Eis que surge uma falta de ar em casa. O que fazer? Essa dúvida vem sendo comum neste período de crescimento de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil.

Uma análise da plataforma Google Trends, ferramenta do site de pesquisa que mostra quais as buscas mais realizadas em cada região, aponta que as pesquisas por “Falta de ar Covid, o que fazer?” estão em alta na última semana dentro do tema pandemia. 

Falta de ar

A infectologista Evelyne Girão, do Hospital São José (HSJ), em Fortaleza, ressalta que esse sintoma é considerado grave e deve ser acompanhado por um especialista. Segundo ela, o paciente tem que observar possíveis sinais de alerta durante o período de isolamento necessário.  

“Caso ele [o paciente] apresente algum sinal de gravidade, febre constante, falta de ar, desmaio, tosse persistente, principalmente se tiver em torno do 7º dia [após a contaminação], ele tem que procurar um médico para fazer uma avaliação. Avaliar a saturação, coletar alguns exames, e caso indicado a necessidade de internação. Em alguns desses casos, principalmente com baixa oxigenação, a única medicação comprovadamente benéfica e que reduz a mortalidade é o uso do corticoide, que deve ser prescrito somente pelo médico, após o 7º dia e para aqueles pacientes que têm indicação. Não é recomendado passar corticoide para todo mundo, e mostrou-se [por estudos] que o uso do medicamento na primeira semana da doença é maléfico, aumenta o risco de complicação”, diz.

Alguns sinais de gravidade:

  1. Febre persistente
  2. Falta de ar
  3. Desmaio
  4. Tosse persistente

Evelyne Girão lembra ainda que qualquer medicação deve ser prescrita pelo profissional da saúde, e que se automedicar pode expor o paciente em tratamento da Covid-19 a diversos riscos. 

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SOBRE

Alan Rios

Alan Rios é jornalista e escritor formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Atuou na assessoria de comunicação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e na redação no Correio Braziliense, onde foi repórter na Revista do Correio, na editoria de cidades e de política local, do veículo. É autor do livro "Os porquês da Educação Domiciliar no Brasil" e coautor da obra "Educomunicação - Sua Imagem Está na Tela".

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