Moradores das cidades de Vitória, Vila Velha, Serra e outras do Espírito Santo devem ter cuidado redobrado com a Tuberculose. Isso porque são nessas regiões mais populosas que o risco de transmissão da doença é maior. Quem faz o alerta é a coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Ana Paula Costa. Ela revela que, em homenagem ao Dia Mundial do Combate à Tuberculose, que será comemorado durante todo este mês de março (o Dia D é 24, sábado próximo), estão sendo realizadas em todo o estado campanhas de conscientização sobre os riscos e as formas de tratamento da doença. A coordenadora explica quais são os primeiros sintomas da Tuberculose.
“O sintoma principal dela é uma tosse. É a tosse por mais de três semanas. Outras doenças respiratórias também podem apresentar tosse. Só que o diferencial da Tuberculose é que é uma tosse persistente, por mais de três semanas, que pode vir acompanhada, ou não, de catarro. O paciente, geralmente, apresenta uma febre baixa, no finalzinho da tarde. Ele fica muito desanimado, muito cansado pra fazer mínimos esforços. Tem um emagrecimento importante e ele apresenta suores. A gente fala sudorese noturna, de molhar uma cama.”
Se você estiver com algum desses sintomas, procure uma unidade de saúde próxima de sua casa e faça uma consulta. Caso o diagnóstico confirme, a doença, o tratamento deve começar imediatamente e fazê-lo até o final. Caso o tratamento seja interrompido, além de não se curar, a doença volta com sintomas mais intensos. Nessas situações o paciente pode ter mais dificuldade no tratamento porque o bacilo de Koch pode se tornar mais resistente aos remédios. E assim ele pode contaminar outras pessoas. Quem sabe bem a importância do comprometimento com o tratamento é o gerente administrativo Washington Jordão, de 28 anos. O morador do bairro Itararé, em Vitória, conta que, em 2015, foi diagnosticado com Tuberculose e revela que, mesmo sentindo o tabu que se tem com a doença, continuou seu tratamento até se curar. Hoje ele serve de exemplo para outros pacientes. Washington veio te deixar um recado.
“Há cura para a Tuberculose. Eu aconselho que os pacientes que estejam fazendo o tratamento não o abandonem, nem deixem se levar pelas consequências que essa doença traz. Tenha em mente, primeiro, a sua saúde, a recuperação, para você poder voltar as suas atividades sociais.”
A Tuberculose tem cura, desde que o tratamento seja realizado até o final. São no mínimo seis meses de tratamento. Ajude a deixar essa história no passado. Para mais informações, acesse: saude.gov.br.